domingo, 12 de junho de 2011

Devaneios

                 Às vezes parece ficar mais difícil. Às vezes parece que meu peito vai explodir. Quem dera te amar de uma forma normal fosse a realidade. Mas quando não há exatamente uma imagem real, quando algo é fictício e palpável, o que se pode fazer? Simplesmente esquecer ou amar cada vez mais? E inúmeras vezes pego me perguntando se é, de fato, existente. Se não é só mais uma invenção de uma mente confusa. Se não é algo proposital para que haja sofrimento. Se para você é ao menos verdadeiro como é para mim. Ah, sei lá, a profundidade do teu olhar; o reflexo da tua alma; o tamanho da tua dor... Ainda parecem tão distantes. Será que por tamanha ser a distância, procuro um refúgio, um lugar onde possa me sentir segura, junto a teus braços; junto a ti.
            Será a ingenuidade teimando habitar um lugar ao qual não pertence? 
            Calma, já não é algo que eu consigo ter aqui. O coração bate mais forte. O corpo entorpece. A ponta dos dedos congelam. Minhas pernas ficam trêmulas. Como? Como você consegue fazer tanto comigo, ainda que com pouquíssimas palavras. Ainda que não esteja sóbrio, eu vejo a sinceridade em sua fala.

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