sábado, 30 de julho de 2011

Ele: Pode parar. Você já feriu meu coração. Sua feridora de corações.
Ela: Você feriu o meu mais ainda. Não te deixo mais me cativar.
Ele: O que foi que eu fiz? A única coisa da qual sou culpado é de te amar.
Ela: Não vale. Só por você saber escrever.
Ele: Eu escrevo pouco e mal. Só para enfatizar.
Ela: Só para ironizar.* Eu curo a ferida do seu coração amanhã. Falar em coração, sabe uma coisa que gosto de fazer?
Ele: O quê?
Ela: Ouvir o coração dos outros. (No sentido literal)
Ele: Sua ouvidora de corações psicótica.
Ela: :(
Ele: Pegue um aqui. Tá batendo, viu?!
Ela: Tá muito longe.
Ele: "Minha única culpa é de amar-te mais que qualquer coisa, e sua única culpa é me ter feito me apaixonar tão perdidamente por você"

sexta-feira, 29 de julho de 2011

19/07

Parei para ver e consertar o que anda me incomodando.
                         - As roupas jogadas no sofá.
                         - Os cabides que não têm direção certa.
                         - Os produtos que estão no armário, mas nem suas funções sei.
                         - O humor que eu nunca tenho.
                         - As palavras que nunca falo.
                         - Os sorrisos que não ofereço.
                         - O amor ao qual não me entrego.
                         - As dúvidas em que mergulho.
                         - As atividades não feitas.
                         - As tardes não perdidas com o estudo.
                         - As palavras que não aproveito.
                         - O cuidado que não tenho com a pele.
                         - A demora para sair de casa.
                         - Os avisos que não ponho nos quadros
                         - O olhares que não faço questão de usar.
       E, por fim:
                         - As falsas amizades

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ações e Reações

Eu, sinceramente, gostaria de saber quando que eu passei a fazer parte da parte do mundo que se importa, mas não fala. É como se não fôssemos iguais. Como se as palavras de um pregador que vi numa praça no Rio sejam, de fato, algo vivo. Ele dizia que casais com pessoas de mesmo sexo não poderiam ser uma família; que família é a mulher em casa esperando, com seu filho, seu homem voltar. Eu totalmente discordo. É um problema.  O que mais há no mundo é desigualdade, preconceito. Para mim, pouco importa a cor, o sexo, a escolha sexual, a origem. Ah, por favor. É por isso que o mundo está como está. Cabeças duras. Ignorância. A realidade que escondemos de nós mesmos é a que está aqui, presente. Não adianta mentir, não adianta tentar. Cada um faz sua escolha. 
Já ouvi alguém que eu amo ser agredido verbalmente e eu fiquei calada, não por não querer falar, mas por não ter coragem suficiente. Vi uma menina com frio, não sabia o que havia em sua vida, mas minha vontade era de lhe dar uma camiseta seca, que era pouco pra mim, olhei, pensei, mas não fiz nada. Tive uma opinião, mas não a expus. Havia um piano, queria, mas não o toquei. Havia uma boca, queria, mas não a beijei. Havia um corpo, queria, mas não o abracei. Havia um teatro, eu queria, mas não interpretei. Havia uma música, mas não a dancei. Havia uma cama, mas nela, não dormi. Eu queria, mas não precisava. A questão é que foi uma total ignorância de minha parte não viver, não agradar, não ser, pelo simples fato de não precisar, só querer. É, eu te quis, mas não precisava de você. Eu quis escrever, mas não precisava guardar, ou expôr. Eu quis aprender, mas já sabia algo. Eu quis viver, mas não precisava de nada daquilo, por isso, deixei a vida ir. Deixei-a ir sem dar Olá, Bom dia, Boa noite, sem me desculpar. Sei o quanto as pessoas ficariam gratas, mas as palavras ficam presas. Por isso, quando meu bom humor aflora, pareço radiante. Há algo palpitando. Há alguém suspirando, mas há mais sorrisos. Há mais honestidade. Há mais espontaneidade. Há mais vida. 

domingo, 10 de julho de 2011

Jogo da velha

O peito está menor que o coração.
                      Ainda posso contar nos dedos. Talvez o sinta, talvez não lembre, mas sua voz ainda faz-se presente em minha mente. Estive arrependendo-me desde aquele dia em que ele esperou uma ligação que não fiz. Irresponsabilidade. Lembro a cor, o cheiro e a moldura do papel, mas não lembro o número.
                  Lembro de seu nome, suponho seu sobrenome. Sempre que o "chegar perto" parece aparecer, volto à estaca zero. O que eu quero é te encontrar. Um olhar. Uma palavra. Nunca o esqueci. Não nos 7 anos que já se passaram. Os dias que passam parecem segundos perdidos, segundos em que eu te amo cada vez mais. A dor de não ter-te perto; não te ouvir; não te sentir, há de passar. Há de passar num dia em que eu hei de te amar mais do que amo agora. 

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Não posto há duas semanas... Numa delas eu estive viajando, por sinal foi uma boa viagem. E noutra, eu ando me perdendo nas horas. Confundo os dias... Se é que sei em qual dia estamos... O recesso é muito bom. Muito bom mesmo, mas somente quando você não gosta o suficiente do colégio e de quem estuda contigo, ou de ir ao colégio em quase todo santo dia que Deus dá. É, não tá muito boa, ou melhor, está péssima. Só não estou com paciência para terminar as outras que comecei a escrever, mas daqui para o final do mês, tenho fé que termino.