quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ações e Reações

Eu, sinceramente, gostaria de saber quando que eu passei a fazer parte da parte do mundo que se importa, mas não fala. É como se não fôssemos iguais. Como se as palavras de um pregador que vi numa praça no Rio sejam, de fato, algo vivo. Ele dizia que casais com pessoas de mesmo sexo não poderiam ser uma família; que família é a mulher em casa esperando, com seu filho, seu homem voltar. Eu totalmente discordo. É um problema.  O que mais há no mundo é desigualdade, preconceito. Para mim, pouco importa a cor, o sexo, a escolha sexual, a origem. Ah, por favor. É por isso que o mundo está como está. Cabeças duras. Ignorância. A realidade que escondemos de nós mesmos é a que está aqui, presente. Não adianta mentir, não adianta tentar. Cada um faz sua escolha. 
Já ouvi alguém que eu amo ser agredido verbalmente e eu fiquei calada, não por não querer falar, mas por não ter coragem suficiente. Vi uma menina com frio, não sabia o que havia em sua vida, mas minha vontade era de lhe dar uma camiseta seca, que era pouco pra mim, olhei, pensei, mas não fiz nada. Tive uma opinião, mas não a expus. Havia um piano, queria, mas não o toquei. Havia uma boca, queria, mas não a beijei. Havia um corpo, queria, mas não o abracei. Havia um teatro, eu queria, mas não interpretei. Havia uma música, mas não a dancei. Havia uma cama, mas nela, não dormi. Eu queria, mas não precisava. A questão é que foi uma total ignorância de minha parte não viver, não agradar, não ser, pelo simples fato de não precisar, só querer. É, eu te quis, mas não precisava de você. Eu quis escrever, mas não precisava guardar, ou expôr. Eu quis aprender, mas já sabia algo. Eu quis viver, mas não precisava de nada daquilo, por isso, deixei a vida ir. Deixei-a ir sem dar Olá, Bom dia, Boa noite, sem me desculpar. Sei o quanto as pessoas ficariam gratas, mas as palavras ficam presas. Por isso, quando meu bom humor aflora, pareço radiante. Há algo palpitando. Há alguém suspirando, mas há mais sorrisos. Há mais honestidade. Há mais espontaneidade. Há mais vida. 

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