domingo, 10 de julho de 2011

Jogo da velha

O peito está menor que o coração.
                      Ainda posso contar nos dedos. Talvez o sinta, talvez não lembre, mas sua voz ainda faz-se presente em minha mente. Estive arrependendo-me desde aquele dia em que ele esperou uma ligação que não fiz. Irresponsabilidade. Lembro a cor, o cheiro e a moldura do papel, mas não lembro o número.
                  Lembro de seu nome, suponho seu sobrenome. Sempre que o "chegar perto" parece aparecer, volto à estaca zero. O que eu quero é te encontrar. Um olhar. Uma palavra. Nunca o esqueci. Não nos 7 anos que já se passaram. Os dias que passam parecem segundos perdidos, segundos em que eu te amo cada vez mais. A dor de não ter-te perto; não te ouvir; não te sentir, há de passar. Há de passar num dia em que eu hei de te amar mais do que amo agora. 

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