terça-feira, 30 de agosto de 2011

domingo, 28 de agosto de 2011

1: Vamos sair antes que meu período de avaliação do Lightroom acabe.
2: Acaba quando?
1: De hoje para amanhã 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

5

O outro lado da janela. Olho para o lado de fora apenas por olhar, enquanto noto as gotas escorrerem na janela. Está tão frio. Mais um semáforo, mais pedestres andam na chuva. Seus passos apressados são engraçados. É difícil ver seus rostos. O som da água é prazeroso, por mais que não possa ouvi-lo, apenas lembro... Lembro de você, de como seria prazeroso te olhar fixamente, te ouvir, sentir sua carícia em minha nuca. O branco da faixa de pedestres dói nos olhos. Sua panturrilha, tenho certeza de que é a sua. Lembro de algumas vezes em que errei, mas contigo, não errarei, não agora, não hoje. Abro a porta e ando na chuva. Grito seu nome. Você escuta. Corro para junto de ti, para estar em teus braços e olhar em teus olhos. O prazer do meu tênis na água, do banho de chuva, do calor da luz. Só nós dois entre tantos outros. Não quero perder isso. De esquecer do mundo contigo. Que bom abraço, que bons braços. Te olho, que olhos bonitos, profundos. Alguns que esperem, mas já não posso aguentar, ao menos "roubo" um pouco do seu calor. Não sinto frio. Ouço meu coração pulsando. Sinto a adrenalina, e um sorriso brotando no rosto. Você não é igual ao que esperava... É melhor. Não são mais pixels. É você, de carne e osso. Não são necessárias palavras. Um toque. Nossos lábios colados um ao outro. Seu aperto firme, como se não fosse soltar nunca mais. Separados; ainda assim estaríamos juntos. Aperto sua mão. Mais um sorriso que me acompanha. Não me importo com a roupa molhada. Caminho como se não existisse gravidade e te vejo ir. Ir outra vez, mas desta, bom, não foi em vão. Nada é em vão. 

Verdade? Foi mesmo verdade? Um sorriso cresce em meus lábios. Nada de comentários, só pensamentos, só prazer, só você.

domingo, 21 de agosto de 2011

Depois de algum tempo

Há tempos não percebia como a lua é bonita... Como o céu tem estrelas... Como o mar é imenso... Como eu tenho amor para dar.
Mas amor não é uma matéria que consta no meu boletim. Só muita dor, angústia e arrependimento me farão entender. E não haverá mais sorrisos de manhã, não haverá quem me faça sonhar acordada, dispersar-me do mundo, seja a única pessoa com quem não consigo ficar estressada....
Um machucado para o qual não há band-aid suficientemente grande. 

Sufoco.

A noite está apertando-me. Falta de vontade de amanhã.
Um abraço seu resolveria... Seria suficiente para afastar a dor...
Você é suficiente para mim.

                                b              

Depois de algum tempo você aprende a aproveitar papeis usados; que o amor não dura muito se não for cuidado, pois é frágil; que só alguns conseguem afastar o que lhes faz mal... Mas que nem todos aguentam o tempo.
Acomodam-se à rotina... Aprendem a mentir. A esquecer. A aguentar coisas que incomodam. A adiar. E isso incomoda quem não é acostumado.

(Há umas 13 horas.)

Metade - Adriana Calcanhotto



Sozinho - Peninha


Fico Assim Sem Você




Até tentei o fá com pestana. rs

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

domingo, 14 de agosto de 2011

Mais 'só uma lembrança do que passou'.

Duas badaladas. O tic-tac do relógio indica que o tempo está passando.
A água escorre. Energia é gasta, fazendo com que a mesma água circule.
Os carros passam na rua. Ouço seus motores. Indica que alguém, de vida ativa, ainda anda pelas ruas, coisa que não é surpresa numa noite "de sábado".
O terceiro movimento da Suíte bergamasque não ajudará a colocar meus pensamentos lugar ou esclarecê-los, só é bom deixar que a música carregue. Deixar que a alma dance. E que a mente esqueça. 

Não sei. Parece uma besteira criar algo ou esconder algo de mim, em minha própria mente.

De novo aquele sentimento de explosão dentro de mim e é por sua causa.

Você me tira do centro; me faz flutuar; me faz perder a noção do tempo; faz o amor pulsar na artéria; não faz mal... Só faz doer não poder estar contigo, não saber estar contigo, não saber te fazer bem. Não sei por que ainda insisto. Quando você pensa em desistir, é quando eu penso em continuar. Quando você quer, eu não sei ao certo. Por que não posso gostar ou "desgostar"? É tão simples. Eu só não quero que você vá. Que acabe do jeito que deveria começar por começar do jeito que deveria terminar...
Ter o pensamento em você é algo que minha cabeça decidiu afastar de mim... Afastar só para não admitir que eu quero. Ai, ai. É uma resistência. Um escudo que criei para não sofrer, e se você for mais uma exceção? Não sei...

Gostaria de saber quando aprendi a dividir minha cabeça. Me fazer vilã de mim mesma. É tão confuso para mim... Por certo, é confuso assim para você... É complicado. Mas se for parte do futuro, provavelmente será bom. Finalmente haverá uma liberação de tudo. Haverá um aproveitamento de tudo de que fomos afugentados, de tudo que nos afugentamos... que eu nos afugentei*. Sinto em dizer isso, mas sou, sim, a errada nisso tudo; a vilã; a que fez não dar certo. Ou melhor, sou 99,9% das vezes...

Só queria que ficasse claro. Que eu entendesse e pudesse te explicar, ou apenas que entendêssemos... É difícil amar. É difícil amar colocando dificuldade*. É difícil amar do jeito que estou tentando fazê-lo. Ao menos não é um amor gritante, é um "amor" seu e meu.

Já está na hora de compreender e aceitar. Agora, neste momento, aceito nossas diferenças... Aceito conviver com elas, e mesmo que estejam presentes, tentar fazer dar certo... Ou, ao menos, fazer valer a pena.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Novo tempo

                  Bom, quero mudar. Não só quero, como preciso. Comecei a fazê-lo há algum tempo... Tirei as roupas do guardarroupa, separei as que não uso, escolhi uma direção para os cabides, arrumei os livros, mas não foi suficiente, até por ter me deixado interromper por coisas bobas, coisas que não parecem durar, não até agora... Esse é o problema do que achamos que é amizade hoje; até tentamos nos censurar, mas aos poucos nos deixamos levar pela vida, enfim, continua a mesma coisa de antes, só que em outro momento. Não importa o tamanho do erro cometido, é um aprendizado e, afinal de contas, estou aqui para aprender. Então, hora de mudar os móveis de lugar, comprar outros livros, estudar, usar mais palavras, escrever mais textos, ler e aprender comigo. Esquecer um pouco do que me incomoda, esquecer um pouco do que não anda fazendo bem. Lembrar do que preciso. Saber mais o que quero. Pensar. Está mesmo na hora de pensar mais e decidir melhor sobre o que há de ser feito. Então é hora de tentar liberdade, tentar respirar outro ar, tentar viver mais, tentar lembrar mais, tentar acordar com mais vida, tentar dormir cedo. Talvez eu vá me ausentar um pouco da internet, afinal de contas, preciso disso, mas só talvez. Felizmente, há lápis e papel. Vou tentar colocar o blog, meus estudos, meus pensamentos, minha cabeça, minha rotina e minha vida em dia. Se der resultado, bom, se não, paciência.

domingo, 7 de agosto de 2011

É. Depois será só um texto. Uma lembrança do que passou.

                 Estive pensando em nós dois... É muito tempo. Um tempo desnecessário. Uma espera ilógica. Falta pelos dois lados. É menos um amor. É menos nós dois. É menos muito. É muito para depois.
                Agora talvez não seja o momento certo para escrever... Parece que estou muito longe da realidade. Num falso mundo. Num acaso. Parece que o momento parou no instante x. Não há alguém para me beslicar... Parece que não estou acordada... Estou só pensando em nós dois, em como eu te quero, e em como você foi o único que me fez sentir vontade de abraçar a tela do computador e aquele desejo flamejante de que isso se materializasse. 
                Não sei. Parece incorreto... Tenho tanto medo de te machucar. Pareço não saber o que quero, mas flutuei no seu olhar e isso me encheu de vontade de estar perto de ti, de te abraçar, de te beijar, de te ter ao meu lado. E bom, escrever e publicar isso, talvez não seja o certo, mas é uma forma de libertar tudo o que está preso aqui dentro de mim: aquela vontade de chorar, até que as lágrimas virem vento; de gritar até que não haja mais voz; de te apertar até não ter mais força; de te amar até não poder mais, até ser infinito; de te devorar com os olhos; te apertar contra mim; de me hipnotizar com o seu cheiro; vontade de ter você como travesseiro. 


Parece que vou explodir.


Há tanta coisa dentro de mim. Há tanta coisa que ainda não começou. Há tanto tempo sendo desperdiçado. Há tantos sorrisos privados. Há amor. Há dor. Será que acordarei assim amanhã: te amando, te desejando e não tendo a ti, como estou agora? 

As dúvidas estão me consumindo, me inundando, tendo cada espacinho de mim.