quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Homogêneo

O abismo das respostas.
O breu à minha frente.
Algo crescente.
Não se pode ir contra.
Afinal, não se muda passado.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Dias em que estive me iludindo, e em que te esteves mostrando algo que quer que eu seja.

       Você acha mesmo que não abrir a boca para reclamar é o mesmo que não ter críticas a fazer?
Eu tenho consciência de tempo. O tempo que passou foi suficiente, mas, não aproveitado, portanto, por mais que me incomode, que me machuque, que me exploda, não, não é suficiente para criticar, não a ti, não com o que sei de ti... Ou melhor, com o que não sei. E, sinceramente, me incomoda.               
      Agora o que sabe sobre mim é suficiente para isto? Não quero que me explique, quero que se entenda, que te fique claro o motivo. Importar-se? De que falar isso adianta? Reclamar da imaturidade? De que isso adianta? Reclamou. Beleza. Agora a reclamação que fizeste, para mim, foi em vão. Não me mudou. Mudou minha opinião sobre você. Minha opinião sobre você vive mudando, porque conheço partes que não conhecia. Às vezes, me surpreendo... Não há por que esclarecer. Se é surpreender de boa ou má forma... É surpreender. 
     Não vou (perder) usar meu tempo com críticas que eu sei que serão em vão, vou usar meu tempo te conhecendo e te ajudando, para que quando surgir uma crítica, ela seja, de fato, ouvida; e você possa, de fato, confiar para saber que não é em vão, que não estou brincando e que te conheço suficientemente bem para te criticar.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Há um mês vagando pela mente.

Era como estar perdido;
Como estar no escuro;
Como não ser;
Eu pude observar quão perdido estava nos pensamentos;
É difícil, eu sei... Ou melhor, eu não sei, mas imagino;
Sei quão difícil é sorrir estando triste,
E seu sorriso... seu sorriso implorava alguém.
Naquela noite, consegui manter minhas palavras dentro da boca.
Gostaria de perguntar, de falar sobre, de saber, mas nada se propagou no ar.
Gostaria de ser o apoio que precisavas, mas não fui.
Não fui por causa da minha boca, que se manteve fechada.

sábado, 10 de setembro de 2011

1

Você fecha os olhos e pode se sentir um pouco perto do que eu sinto, do que eu não vejo, mas não vê o que imagino. Não sabe quantas vezes eu gostaria de saber o azul diferente de leveza, tranquilidade, clareza e calma e ver o céu azul.
Você tapa os ouvidos e pode tentar sentir o que sinto, não ouvir, procurar o agrado por meio de outros sentidos. Não sabe como eu gostaria de ouvir minha própria voz e poder gritar, mais fácil que fazer outros sons por atenção, também não sabe como eu gostaria de ouvir a voz de outro alguém e a música.
Você senta numa cadeira de rodas e acha divertido brincar nela, deixar as pernas descansadas um pouco, virar-se como possível. Não sabe como eu gostaria de caminhar, sentir a areia nos meus pés e as ondas quebrando na ponta dos dedos.

Áreas diferentes (nos) me chamam a atenção. Gostaria de entrar na mente de um cego e saber como é seu mundo sem todas essas diferenças estabelecidas e sem, muitas vezes, a beleza que a diversidade nos proporciona. Eu provavelmente gostaria, se fosse surda, de ouvir a voz de alguém de quem eu gostasse. Se estivesse "aprisionada" a uma cadeira de rodas, gostaria de andar, de me virar sozinha com tudo, de saber a sensação boa de praia. Enfim, eu gostaria de ser diferente, por pelo menos alguns instantes, só por uma ocorrência para ficar na lembrança. E você? Há pontos bons e pontos ruins, precisamos aceitar e aprender a conviver. 

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Amar

Sabe quando você não tem certeza, mas aperta no botão mesmo assim? Ou aperta acidentalmente? É, né?!
                    
             Um oi, não significa, necessariamente, que você precisará continuar uma conversa, assim como um sorriso não significa, necessariamente, que você precisará começar uma; questão de educação.
                                Mas um "tudo bem/como vai?" normalmente significa que se houver um problema, você estará lá para ouvir, será um ombro, um conforto. Assim como um "eu te amo" significa que a pessoa para a qual você disse isso significa algo para ti, que você apoiar-la-á, que serás um ombro amigo, que compartilharás bons momentos, que serás alguém em sua vida, que terás saudades, que pensarás nela... Você terá várias chances para mostrar que o seu eu te amo é verdadeiro, também haverá vezes em que será "testado". 
                                      Sei como é a necessidade de dizer que está lá, que pode ouvir, que pode argumentar e sei, também, como é a necessidade de dizer que ama. É uma vontade que mata. Palavras que querem sair de sua boca ou ser escritas por seus dedos, até por seu olhar. Valor. Dar valor ao 'eu te amo', chega de banalizar essas três palavras que significam tanto.

domingo, 4 de setembro de 2011

Ondas

       Antes, a sensação era de que chegar à sexta-feira sem estar um segundo contigo, sem te olhar nos olhos, sem te tocar, seria uma eternidade, realmente foi, naquele dia, mas o que eu sentia era urgência, era desejo, necessidade... Havia muita coisa, coisas que seriam perceptíveis somente com um olhar. Hoje, há desejo, há preocupação, mas há paciência. Há alguns dias, tem sido mais fácil dormir, tem sido melhor pensar em você antes de dormir, me faz dormir mais rápido, me faz acordar sem saber se estava dormindo ou sonhando acordada...
       Depois, há dúvida em minha cabeça, há confusão, há o desconhecido. Uma vontade de saber se o que haverá dentro será desconfortável, como sempre, ou se será bom, algo diferente, algo novo, algo seu. Sinto que sentirei algo bom em teu abraço, algo que me fará não querer te soltar nunca, de não querer ir e desejar teus braços.


Tenho medo de te perder. Gostaria que não fosse em vão, mas parece que será..

Comprando Livros

( ) Curso de Xadrez - Volume I
(/) Como Pensar em Xadrez
( ) Manual Completo de Aberturas de Xadrez
(/) Borboleta de Papel
( ) O Amor do Soldado
( ) As Formigas
( ) Sorvete para Todos os Gostos
( ) Ilustrado dos Instrumentos Musicais

        Bom, hoje fui à livraria, como previsto, a continuação da série Georgina Kincaid, que estou lendo, ainda não chegou, mais precisamente, não achei Succubus Shadows, enfim, a lista acima é o resultado de alguns minutos na livraria... Isso depois de olhar muito mais, escolher outros livros, inclusive livros que eu queria quando saí de casa, mas acabei não querendo mais. Decidi que está na hora de algo diferente... Os últimos livros que li falavam sobre seres imortais, homicídios e algum casal. Cansei disso. Hora de mudar um pouco, então comprei dois livros: um sobre xadrez... Estava querendo comprar há algum tempo, ou melhor, quando resolvi que melhoria as minhas habilidades e, bom, minha relação com o xadrez, esses dias, esteve muito ruim. Vou tentar melhorar, porque, afinal, tem um campeonato daqui um tempo, nem sei se vou, mas...; e o segundo é sobre uma borboleta de papel - depois tiro minhas conclusões sobre o livro. Depois dos dois, vou ver os que estão na minha estante há tempos. 
       Ah, uma coisa que lembrei: uma cena bem interessante que vi hoje, foi um menino lendo sentado no corredor. Isso não é uma coisa comum, mas é legal quando a gente encontra essas coisas. Faço coisas desse tipo, às vezes.