segunda-feira, 24 de outubro de 2011

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(ele falando) 


Sua risada soava tão bem. Era um motivo para alegrar qualquer dia cinzento. Contagiava. Sua mão macia tocou meu rosto. Seu toque era tão bom... Tentei aproveitar cada milésimo de segundo daquele momento. Toquei sua mão não achando aquele tempo suficiente. Coloquei a ponta de seus dedos em minha nuca e fechei meus olhos. Era como algodão acariciando minha pele, passando por entre meu cabelo - tentando guardar cada parte de mim com um toque -, tocando levemente meus cílios e delineando o formato de minhas sobrancelhas, das maçãs de meu rosto, dos meus lábios. Demorou tantas lágrimas, tantos risos, tanta saudade, tantos quilômetros, tantas lembranças... Talvez ela sonhasse com aquilo, talvez ela soubesse como é sentir aquilo por tanto tempo, lembrar do toque. Foi algo tão natural, tão leve, tão único, que estive esperando durante tempos.


domingo, 23 de outubro de 2011

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Sabe, deu vontade de... Ah, sei lá. Eu não sabia o que fazer. Mas segurar a mão dele bastava, tipo, só pra ele saber que eu estaria lá para o que ele precisasse, sabe? Vou passar a ser mais carinhosa com ele... Deixar essa coisa de ficar com ele de lado. Haverá outros... (01:01) Luíza Jalil: E ele será insubstituível como é agora.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pitanga

Preparei-lhe um recado.
Fiz um mapa em minha cabeça.
Coloquei em um envelope não o meu mundo, mas uma das minhas fontes de comunicação e, junto a ela, um bilhete.

"Botão central. 1992. 7. Hoje, às 13h42"

              Lá estava sua caixa de saída.
              Fiz o que ela achou que eu nunca fazia.
                                     
                                   "Você nunca o deixou escapar como eu deixei. Não fui à despedida dele e eu quem passei noites e mais noites chorando, morrendo de saudade e sonhando em ver, abraçar e beijá-lo, escrevendo para ele. Ele foi o único que fez meu coração parar... O único. Ele foi o único que já teve meu coração mesmo... Os outros foram paliativos da solidão. O único que fez minha respiração parar... Que me prendeu, me teve. Ele até sabia, mas com a imaturidade da época, me fez muito mal. Não ligo se vai ser à moda antiga ou de um jeito moderno. Ligo para se vou, ao menos uma vez, tocar meus lábios nos dele... Se vou fazer bem a ele... Se vou prender a atenção dele... Se, ao menos uma vez, tudo o que sonhei acontecerá..."

              Isso sempre esteve lá... 


Estive todo o fim de semana sem meu celular... Mas tudo bem. Ele poderia aproveitar cada pedacinho de outra coisa que era minha e estava sob sua posse. Poderia passar os dedos por aquelas teclas em que toquei tantas vezes.
Manhã de segunda-feira. Eu estava tranquila. Sempre há aquele pensamento: Ah, hoje deveria ser feriado, ou, não deveria ter aula, mas...
Cheguei e me acomodei em minha cadeira. Era um dia normal.
Tocou.
Os alunos demoraram um pouco para entrarem na sala, sentarem e estarem prontos para a aula. Sua cadeira estava vazia. A primeira aula não começou importante e pelo ritmo que ia, terminaria sem importância. O porteiro me chamou.
O corredor tinha um cheiro incomum de flores


– Ei!
– Ah, oi.
– Toma – tinha meu celular de volta.

– Então, eu preciso assistir à aula...
– Ok. 

Enquanto eu voltava para a sala, ouvia-o me seguir. Toquei a maçaneta, e ele permaneceu parado, observando-me. Abri a porta. Senti um toque macio em minha mão, e ele me puxou para si... Deu-me o abraço que estive esperando todo o tempo. E acariciou meus cabelos, puxou meu rosto para junto do seu e, finalmente, estivemos tão perto quanto desejei. Como se fosse o primeiro. Ficamos abraçados por mais algum tempo... Como se fosse preencher a falta que ambos fizeram.

– Por que você guardou isso?
– Não guardei... Eu te falei, mas você não deu importância.
– Desculpe-me.
– Você foi o primeiro e único que amei.
– Aonde estão as cartas? 
– Guardadas em algum caderno que suportou meu desabafo.
– E as lágrimas?
– Estarão sempre em algum lugar dentro de mim.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

...

Via-se dor, tristeza e preocupação em seu olhar. 
Ela nada fazia a respeito... Nada além de esperar.
Olhava um ponto fixo, que nada faria em relação àquilo.
Aos poucos, passos leves atravessaram a sala.
Passos que pertenciam a quem, logo mais, tocaria seu ombro e diria:
– Está tudo bem. Tudo ficará bem.
Ela gostava daquilo... Seu conforto, sua segurança... Amava.
Amava-o.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Saudade' 16 de Maio de 2010


           É, eu tenho tentado ser forte e sei que você também. Sinceramente, alguns dias atrás você era a razão pela qual eu acordava sorrindo, na qual eu dormia pensando e sempre vivia em meu pensamento e nos meus sonhos. Eu não queria que você partisse da mesma forma que você não queria partir. E você nem me deu tempo para me despedir, seu sorriso, seu olhar, suas palavras, são do que mais eu sinto falta... Queria voltar no passado para aproveitar todas as coisas que "tivemos" juntos, queria voltar e ver novamente aquele sorriso que eu tanto amo. E eu pensei que não, não sentiria saudade, eu tentei ser o mais dura e ignorante o possível para não notar que eu sinto a sua falta, e é diferente agora, você se torna uma lembrança e eu quero ver mais uma vez seu sorriso, quero que ele passe somente de uma lembrança e um desejo e seja novamente verdade, quero seu abraço, quero te perguntar mais uma vez como vai, quero a sua confiança, eu quero a segurança que você transmitia, para que nunca mais eu ache que enquanto você estiver presente, mesmo que 'no coração', eu vá cair.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

domingo, 2 de outubro de 2011

Acho que sempre terei esta saudade presa dentro de mim! - Junho de 2010

Estou com saudade de ser criança, de não me preocupar com nada, de realmente viver a vida como tem que ser vivida, ou seja, esbanjando felicidade por todos os lados.
Estou com saudade de acordar cedo, olhar para a imensidão do céu azul que alegra meu dia e sair correndo pela praia enquanto sinto a areia tocando as pontas dos meus pés, me jogar na água verde-azulada daquele velho mar, de descer aquele velho morro rolando e sentir o sol quente no final da tarde, enquanto vejo os golfinhos pulando. 
Realmente estou com saudade de passear de barco vendo aquelas criaturas acinzentadas seguindo o ritmo do motor, de passar a tarde quente mexendo na areia cinza e pegar estrelas do mar. 
Estou com saudade de sorrir enquanto como aquele bolo de chocolate e sinto a maresia. 
Saudade de deitar naquela velha rede azul e balançar-me com um braço enquanto vento frio me ajuda.  Saudade de ver aquele velho farol que fazia a minha alegria depois de horas de viagem. 
Saudade de tomar sacolé sem me importar se estou grudenta e melecada. 
Saudade de comer aquela cocada enquanto aprecio novamente o dia e espero impaciente para ir à praia. 
Saudade do churrasco toda noite, enquanto toca Adriana Calcanhotto, Marisa Monte, Caetano Veloso.
                    Saudade de férias. 
                                  Saudade de sol. 
                                        Saudade de mar. 
                                                Saudade da minha casa tranqüila e de passar um tempo com minha família. 


13/05/2010

             Meus pensamentos se confundem, enquanto eu tento achar um sentimento que descreveria o que eu sinto, é como uma tristeza, mas que passa rápido, é como uma lembrança do que nunca aconteceu, é como um amor que eu não quero sentir, mas que persiste. É a saudade que eu sinto do seu sorriso, do seu triste olhar, dos seus abraços, de quem você é. 
            A saudade que indica que agora há uma distância, a distância que não pode ser quebrada no mesmo momento que se precisa, a distância que ninguém quer de quem ama ou de quem gosta, a distância que não nos agrada, a distância que mostra que nenhum coração é de pedra, então começo a ter pequenas recordações das suas mãos, do seu sorriso, da sua voz e dos seus olhos, e tudo que aconteceu fica marcado em minha memória, porém a sua imagem continua sendo cinza e borrada como a tristeza que provocou no último momento que me disse uma coisa que realmente me fez pensar e no último olhar tristonho que trocamos, queríamos fazer tudo enquanto não fazíamos nada, queríamos ser um, porém, continuamos sendo dois muito diferentes, e, novamente, as folhas do outono caíram e novamente as estações não agradaram o meu gosto.

"O mês está começando. E cheio de promessas!"


Sentindo isso e também que falta força de vontade, porém, novo mês, espero que novas atitudes, novos momentos, novas sensações! 

sábado, 1 de outubro de 2011

Será minha aceitação ao que estava escondido de mim, dentro de mim, todo o tempo?