domingo, 2 de outubro de 2011

13/05/2010

             Meus pensamentos se confundem, enquanto eu tento achar um sentimento que descreveria o que eu sinto, é como uma tristeza, mas que passa rápido, é como uma lembrança do que nunca aconteceu, é como um amor que eu não quero sentir, mas que persiste. É a saudade que eu sinto do seu sorriso, do seu triste olhar, dos seus abraços, de quem você é. 
            A saudade que indica que agora há uma distância, a distância que não pode ser quebrada no mesmo momento que se precisa, a distância que ninguém quer de quem ama ou de quem gosta, a distância que não nos agrada, a distância que mostra que nenhum coração é de pedra, então começo a ter pequenas recordações das suas mãos, do seu sorriso, da sua voz e dos seus olhos, e tudo que aconteceu fica marcado em minha memória, porém a sua imagem continua sendo cinza e borrada como a tristeza que provocou no último momento que me disse uma coisa que realmente me fez pensar e no último olhar tristonho que trocamos, queríamos fazer tudo enquanto não fazíamos nada, queríamos ser um, porém, continuamos sendo dois muito diferentes, e, novamente, as folhas do outono caíram e novamente as estações não agradaram o meu gosto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário