segunda-feira, 24 de outubro de 2011

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(ele falando) 


Sua risada soava tão bem. Era um motivo para alegrar qualquer dia cinzento. Contagiava. Sua mão macia tocou meu rosto. Seu toque era tão bom... Tentei aproveitar cada milésimo de segundo daquele momento. Toquei sua mão não achando aquele tempo suficiente. Coloquei a ponta de seus dedos em minha nuca e fechei meus olhos. Era como algodão acariciando minha pele, passando por entre meu cabelo - tentando guardar cada parte de mim com um toque -, tocando levemente meus cílios e delineando o formato de minhas sobrancelhas, das maçãs de meu rosto, dos meus lábios. Demorou tantas lágrimas, tantos risos, tanta saudade, tantos quilômetros, tantas lembranças... Talvez ela sonhasse com aquilo, talvez ela soubesse como é sentir aquilo por tanto tempo, lembrar do toque. Foi algo tão natural, tão leve, tão único, que estive esperando durante tempos.


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