domingo, 16 de dezembro de 2012

Dica No. 1

DICA DE HOJE

                      Não dê seus conselhos ou alegue algo vagamente. Hoje, você está fora, fala com a visão de espectador, mas, amanhã, você pode estar lá dentro, falando com a visão do ator, então não faça desuso dos seus conselhos porque partiram de ti para outrem. Faça dos seus princípios reais, faça dos valores tidos como inaceitáveis, quando em outro, princípios para si, porque você pode não aceitar em visão de espectador, mas, enquanto ator, você pode titubear e até ir contra o seus próprios valores.


Turca Velha, há dias tentando colocar as palavras que
 o Intérprete do Inconsciente pregou em mim.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Fotografias

Não sei quanto faz desde então, mas me lembro de cada detalhe, cada mínimo detalhe que poderia ter sido deixado no meio do caminho, mas vendo, agora, o que eu matei por meio de uma fotografia, sei, eu, daquilo que só diz sobre mim. Lembro cada pequeno pedacinho de seja qual for o sentido... Cada dúvida que me fez nós e mais nós peito adentro, cada certeza que me fez mais leve, o cheiro de qual seja a estação. E, na morte daquilo que eu amo, que faz parte de mim e fez parte do que eu já fui um dia, eu sei o quanto e o porquê de amar.

domingo, 28 de outubro de 2012

Surpresa

Eu poderia mergulhar todos os dias em teus braços, viver nos teus abraços, sem precisar de algo mais, sem segundas intenções, apenas você, sendo tão sincero para comigo, como eu sendo sincera para contigo.

domingo, 30 de setembro de 2012

Dois travesseiros

Eu te peço que fique, só hoje, só esta noite.
Eu não só quero, eu preciso que você esteja aqui, comigo, apenas hoje.
E por que isso tudo? Pra quê? Eu já sabia que você sempre teria que ir embora. Sempre teria que ir mais cedo. Sem despedidas. Que você sempre iria e eu ficaria aqui, só.

E eu te peço que, só hoje, fique. E que fique mesmo, porque eu quero acordar ao seu lado. E eu quero te ter por inteiro. Com olhares inteiros e mais que sinceros, com beijos inteiros e nem um pouco discretos, então, fique. Apenas hoje, por um tempo mais. Porque as taças - as nossas taças - já estão na mesa e as nossas xícaras já estão no escorredor.

Fique, apenas hoje, fique, por favor.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Bilhete

Minha necessidade de ti é tão grande. Talvez seja só pelo acúmulo de anos a que eu fui exposta sem a sua presença. E, agora, é tão inacreditável o fato de te ter comigo, mas te ter, ainda, apenas pela metade. Me tranquiliza a quase certeza de que são meses, coisa pouca se comparada aos anos, aos tantos anos em que estive aqui, com janelas brechas abertas e portas trancafiadas. Talvez por me prender à ilusão, vangloriava um futuro do qual nem eu mesma sabia. Parece que, pra mim, você é o triplo e pra você eu sou o 1/8. O que me restou, não lágrimas, porque o tempo de ensinou a lidar com os problemas, mas o desapontamento, que o tempo me fará engolir depois, mas em poucos goles, já que nada era certeza, porque, bom, depende. Tudo depende de tantas coisas. Nem de viver estamos convictos, quanto mais das coisas de diversas faces que nos cercam.

domingo, 29 de julho de 2012

Um stop na vida amorosa em letras

Bom, como é perceptível, a maior parte dos textos deste blog é falando sobre minha vida amorosa, mas, bom, resolvi dar um stop nessas estórias ou histórias mesmo. E, como não queria estragar o clima daqui, criei um novo blog, intitulado Entre Sobremesas e Petiscos! E lá, falo de diversos assuntos, opiniões. Mais pra dar um up junto à minha nova fase. Mas não pretendo abandonar o Turca Velha, de maneira alguma. No entanto, acredito, que postarei mais lá que cá. 

                                                

Bom início de semana,
Turca Velha

domingo, 8 de julho de 2012

Eu corro. Eu sempre corro. Eu sempre estou atrasada. Atrasada e indecisa. Ah, céus, é tão difícil correr, correr sempre. E mesmo que eu comece uma hora mais cedo e chegue na hora marcada, sempre irei correr. Porque eu sempre corro... Pra longe e pra onde há. Eu sempre ando para o que não me agrada e corro dele depois. Sempre... Sempre assim. Quase tudo o que dura muito, cansa. Quase tudo o que dura pouco, faz falta. É tão complicado conciliar isso. Saber a dose de usar sem cansar e largar sem faltar... Ah, e voltar sempre que fizer falta. Quero escrever versos loucos, em lugares estranhos, apaixonar-me por bobos e amores façanhos. E já estou rimando. Rimando versos e desinências, mas apenas em letras, porque é tão difícil e lento aprender a uniformizar esses sentimentos. Talvez precise mesmo de um psicólogo ou apenas um café-da-manhã com música clássica. Na verdade, apenas beijos resolveriam, ou não. Ai, ai, dilema. Mas agora, bom, preciso arrumar outra bagagem, porque já é hora de partir.

domingo, 17 de junho de 2012

Ainda é Junho, mas parece Setembro

Seu olhar estava desolado, porque fugi de sua vida sem declarações nem tempo de volta. Aquilo me corrompeu tão intensamente, porque ele acredita em mim, me vê e me escuta, e lhe pago com um passaporte com visto por quantos anos sejam necessários. Desculpe por todos os dias em que fiquei fora e em que estarei fora. Desculpe por todas as ligações que não atendi e não atenderei. Desculpe por trancafiar a porta do meu coração enquanto você estava fora, entretido com seus afazeres rotineiros. Desculpe por não responder suas mensagens nem mostrar interesse em você... Desculpe. Apenas me desculpe por toda essa besteira. Não procure meu endereço, nem minhas fotos. Não procure minhas ideias, nem meus livros. Por favor, me deixe te perder pra depois te amar.

terça-feira, 1 de maio de 2012

O dia foi repleto de boas lembranças. De cheiros típicos de saudades. De sons típicos de sentimentos. De olhares típicos de amores e dúvidas. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Chuva

Amar-te tanto dói no peito.
Num instante, há um céu azul, claro, agradável. Um céu de braços abertos para o mundo, para o futuro, para o novo. Noutro instante, há segredos, sorrisos, verdades, lágrimas, abraços, olhares condensados em fragmentos, fragmentos de picos. Picos que resolvem cair sem data marcada, um imprevisto na chuva de compromisso, um imprevisto na chuva de contradições, um imprevisto nas vontades e no humor. Imprevisíveis como as vezes em que me deixa e fica comigo. Sempre imprevisíveis como quem encontrar no pico de movimento em ruas conhecidas, imprevisível como quem encontrar no supermercado em véspera de Natal, imprevisível como a vida e como a morte. Quero que você tenha seus horários na minha agenda, não, não quero seu nome só em horários específicos, quero seu nome a qualquer hora, quero sua presença, seu toque, seus olhares, quero que nossos imprevistos cotidianos sejam motivos de amor, de verdade. Amor é um só, não se perde, se transforma, como todas as coisas ao nosso redor... Em eternas transformações. Em marés, marés de amores e dores, marés de cores e de um mundo bicolor, marés de bons e maus, de prós e contras, de pré e pós. Quero deixar a maré de lembranças a que você me submete nos imprevisíveis dias à distância, nos vários anos, nos dias sem ti. E você, leitor, em qual maré está? Por quê? Há quanto tempo? Está na praia vendo os outros lutarem sempre com a rotina, com o tempo e o cansaço?

Até a próxima onda.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Haverá um dia em que eu não voltarei. Não sei quando, não se como, mas sei que haverá um dia em que será a mim, só e a ti, só. Um a lembrar o outro.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Hoje é terça, quarta, terça pra quarta, 24 horas do mesmo horário ontem? Voltar 16 minutos adianta, em se tratando de um dia antes de hoje? Ou vai ficar por aqui mesmo? Bom, acho que por aqui tá bom, em várias horas, me resolvo comigo mesma, me resolvo contigo. 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Pormenores.

Com o conhecimento, supomos dificuldades, dificuldades que nem sempre os olhos nos deixam perceber, que nem sempre os sorrisos escondem, e que nem sempre as lágrimas resolvem, e com as dificuldades, bom, vemos parte do nosso dia a dia refletido na vida alheia, assim, ela passa a ser um pouco semelhante à nossa realidade.
Por aqui, tudo é rápido. Em um minuto, há sorrisos, há pesar, há raiva, há amor, há compaixão, há inveja... É complicado. Porque tudo passa rápido, assim como o tempo... E tudo concentra uma parte de todos, do mundo, da vida. Concentra uma parte da rotina de cada um. 
Fácil colocar esta venda quando você age e tirar quando você sofre.
Às vezes, as ambiguidades saem sem querer.

domingo, 4 de março de 2012

Noites em claro por uma agulha.

E você é, em mim, como uma tatuagem prestes a ser feita. Uma tatuagem que ninguém quer no meu corpo, exceto eu mesma.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Meia-noite

— Oi. Tá acordado?
— Oi. O que foi?
— Não consigo dormir...
— Eu também...
— Por quê?
— Repassando muitas coisas, e você?
— Pensando em você...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Simetria

Cada dia que eu te deixo ir é mais um dia em que eu vejo algo morrer, e algo nascer dentro de mim. Prazer e saudade, respectivamente.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Borboletas.

Eu quero me perder em tua mente. Sugar teu infinito. Sugar teus pensamentos. Quero me fazer presente como todas as outras mudanças. Como todos os outros novos. Como todas as outras vidas, que a cada dia nascem e morrem dentro de ti... Como uma borboleta. Quero ser mais uma das borboletas do teu jardim, e que me cuides tão bem quanto cuidas de tuas flores, tão bem quanto cuidas das outras borboletas, porque sabes que, algum dia, algumas irão embora para dar lugar a outras, e as outras, bom, talvez nem passem tanto, talvez passem muito, mas, independentemente, farão parte da lista de visitantes do teu jardim.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Cegueira.

Não lhe pergunto o que há a sua volta, se usa o mesmo colchão há 8 anos, se deita numa rede ou se divide o quarto com um colega. Não lhe pergunto se passou no vestibular, se está estudando, se passou um ano sem fazer nada ou se teve algum redimento. Não lhe pergunto se trabalha, em qual bairro, cidade ou país reside, quantos celulares carrega, quantos aparelhos televisivos tem em casa ou se escuta música usando um MP4, um iPod nano, um iPod touch..., ou um fone de ouvido Philips, Clone, Sony, Gratitude ou Beats. Não lhe pergunto se estuda num colégio bom ou mediano, público ou particular. Porém, partilhamos o mesmo mundo, fazemos parte de uma mesma sociedade, eu e você. Pense, apenas, em como seria detestável um mundo onde só existisse eu e eu, ou você e você, onde existisse apenas um gênero musical, uma roupa, e uma cor... Seríamos escuridão? Desconhecidos? Teríamos medo de nós mesmos? Temos medo do que não conhecemos, do que não gostamos. O fato é que, desde que a desigualdade social começou a se propagar, por motivos econômicos, políticos e sociais, um preconceito altíssimo tem se derramado por entre nós, porque fulano tem casa em tal bairro, porque sicrano estuda em tal escola e porque beltrano frequenta tal lugar. Temos direito de ir e vir, de sermos nós mesmos, porque num lugar onde somos privados da oportunidade de nos igualarmos, nos resta dar de cara com a ignorância, nos resta lutar por nossos direitos. O grito por respeito, tenho certeza de que começou há muito tempo, e que, a cada dia, alcança níveis maiores, então, continuemos gritando por aquilo que é nosso, por aquilo que não é feito, e por aquilo que é necessário. Grite e lute pelo que você quer, e pelo que acredita que a sociedade merece. À medida que nos acomodamos ao que nos incomoda, aprendemos a aceitar de cabeça baixa, a tomar banho com os óculos no rosto, com os olhos cegos... Há tempo e espaço para as nossas lutas, para os nossos gritos, e há, também, espaço para os nossos respeito e direito.  

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Alga.

Os pés dela caminhavam para vê-lo partir... Há um pouquinho, eu a vi dizer que não e desejar aquilo, talvez tenha feito bastante em sua mente. À sua frente, seus olhos brilhavam, devoravam-na. Era como mergulhar no infinito de sua mente e desejo, no infinito de seu amor. Suas mentes rodavam uma na outra, enquanto seus corpos ficavam cada vez mais próximos, algo forte escorria por entre os dois. Objetos de desejo e amor, de paixão, de coisas recentes. Suas mãos puxavam-na para mais perto de si cada vez mais, enquanto seus dedos repousavam na madeira do portão. Era como se ele fosse um ímã e ela um ferro. Até que seus lábios tocaram um no outro. As mãos dele relaxaram um pouco, mas se mantiveram firmes no mesmo lugar, sem concordar que aquilo tivesse um fim. Uma das mãos que antes repousavam em um de seus braços, agora estava em seu pescoço. O beijo era calmo, lento, proveitoso, assim seguiram, perdidos um no outro, mas localizados no resto daquele lugar, como o céu daquela noite, em que as estrelas brilhavam forte, e a lua minguante era refletida na imensidão do oceano. O desejo entre os dois aumentava, e seu beijo se tornava mais rápido, firme. Eles podiam sentir-se parte um do outro e sua mão que, antes, repousava no portão, abraçava-o firmemente, enquanto as dele acariciavam seu rosto, sem querer deixá-la.
Sorrisos encheram suas faces, e seus corpos despediram-se. Ele cruzava o portão, deixando, agora, seu amor atrás do muro, do portão, da noite, porém, à frente de seus pensamentos. Deixava-a guiar sua mente, e a euforia inundava seu corpo, enquanto o desejo permanecia lá, e seus passos foram no sentido contrário de sua direção, para encontrar seus olhos à sua espera. Pousou em seus lábios um toque de carinho, e, outra vez, partiu. Partiu para uma noite inquieta, boa, leve... Para uma noite em que ela inundaria seus pensamentos, assim como o oceano em que nada a sua sereia, o seu amor. 

domingo, 8 de janeiro de 2012

Fúcsia

Era como devorar e ser devorada. Aceitar por puro agrado alheio. Estou lá, esperando por algo que não aconteceria. Que seria desejo e saudade. Não há palavras que possam falar o suficiente, porque um olhar já me tirou para dançar e eu não vejo motivos para deixá-lo sozinho no meio do salão.

Areia

Afinal, quanto estaremos juntos? 
Quão próximos estaremos? E quão perdidos estaremos um no outro?
Quanto estaremos a desejar?
Quanto estaremos a perder pensando em depois? Em distância? Em possibilidades? Em erros?

Partilhando água.

Minha cabeça não se cansará de você. Nunca. De seus olhos e do desejo. De parar, de ser um, de esquecer do resto, porque você tem rodado informações por mim e eu tenho rodado pensamentos por você. De fato, estamos a fazer o mesmo, a desejar um ao outro.

Papoulas

O dia está amanhecendo. Amanhecendo para me lembrar quão difícil é dormir com tanto na cabeça. Está amanhecendo às minhas custas, e eu vejo o armário ficar vazio. De novo e de novo. Vazio para algo que me incomoda -, mas a que me acomodo - e cheio para algo que me incomoda demasiadamente, para algo sem escolha, para o resultado do silêncio. Vejo as palavras sumirem, indo para um lugar que anda cheio na cabeça, e cheio de maus costumes e maus tratos, a memória. Farto das luzes acesas, das portas abertas, farto da intromissão e da vontade de razão. Porém, enquanto farto, ânsia pela oportunidade e aguenta a espera.

Armação preta

Aquele músico inteligente que me faria rir, talvez se perdesse na cidade comigo, mas não se importaria em gastar com um daypass, afinal, não está tarde... O músico de olhos fascinantes que não se deixam levar por lentes ou por quem tem pressa ao olhá-los. De voz suave que aceita uma bebida a qualquer hora. Olhos de um estudante ocupado... De um estudante desconhecido. De um sem tempo cursando algo como medicina. Um sem tempo por quem eu daria voltas no mundo só para olhar além dos óculos e ver o motivo do meu fascínio.


sábado, 7 de janeiro de 2012


Eu tenho medo. Sempre. Por você. Eu tenho medo... Talvez você esteja num 'Ver mais resultados', sempre. Você talvez esteja perto, tão perto quanto eu jamais imaginei, mas não há um final do 'Ver mais resultados', portanto, eu continuo amedrontada, porque você sempre está a um passo de mim, depois 20 passos à frente, depois, novamente, a um passo de mim, e mais tarde a 24 passos. É tão difícil não usar todo o tempo possível por você, saber que, talvez, passe por ti sem te notar. Achar que, finalmente, cheguei ao fim, mas ser mandada para o início do tabuleiro. Nada é igual... Ou melhor, talvez a cor dos seus olhos seja, mas nada mais... Tudo está em maior proporção, se ainda está, se ainda compartilha comigo o que resta em nós dois, o mundo e as lembranças.