quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Alga.

Os pés dela caminhavam para vê-lo partir... Há um pouquinho, eu a vi dizer que não e desejar aquilo, talvez tenha feito bastante em sua mente. À sua frente, seus olhos brilhavam, devoravam-na. Era como mergulhar no infinito de sua mente e desejo, no infinito de seu amor. Suas mentes rodavam uma na outra, enquanto seus corpos ficavam cada vez mais próximos, algo forte escorria por entre os dois. Objetos de desejo e amor, de paixão, de coisas recentes. Suas mãos puxavam-na para mais perto de si cada vez mais, enquanto seus dedos repousavam na madeira do portão. Era como se ele fosse um ímã e ela um ferro. Até que seus lábios tocaram um no outro. As mãos dele relaxaram um pouco, mas se mantiveram firmes no mesmo lugar, sem concordar que aquilo tivesse um fim. Uma das mãos que antes repousavam em um de seus braços, agora estava em seu pescoço. O beijo era calmo, lento, proveitoso, assim seguiram, perdidos um no outro, mas localizados no resto daquele lugar, como o céu daquela noite, em que as estrelas brilhavam forte, e a lua minguante era refletida na imensidão do oceano. O desejo entre os dois aumentava, e seu beijo se tornava mais rápido, firme. Eles podiam sentir-se parte um do outro e sua mão que, antes, repousava no portão, abraçava-o firmemente, enquanto as dele acariciavam seu rosto, sem querer deixá-la.
Sorrisos encheram suas faces, e seus corpos despediram-se. Ele cruzava o portão, deixando, agora, seu amor atrás do muro, do portão, da noite, porém, à frente de seus pensamentos. Deixava-a guiar sua mente, e a euforia inundava seu corpo, enquanto o desejo permanecia lá, e seus passos foram no sentido contrário de sua direção, para encontrar seus olhos à sua espera. Pousou em seus lábios um toque de carinho, e, outra vez, partiu. Partiu para uma noite inquieta, boa, leve... Para uma noite em que ela inundaria seus pensamentos, assim como o oceano em que nada a sua sereia, o seu amor. 

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