domingo, 17 de junho de 2012

Ainda é Junho, mas parece Setembro

Seu olhar estava desolado, porque fugi de sua vida sem declarações nem tempo de volta. Aquilo me corrompeu tão intensamente, porque ele acredita em mim, me vê e me escuta, e lhe pago com um passaporte com visto por quantos anos sejam necessários. Desculpe por todos os dias em que fiquei fora e em que estarei fora. Desculpe por todas as ligações que não atendi e não atenderei. Desculpe por trancafiar a porta do meu coração enquanto você estava fora, entretido com seus afazeres rotineiros. Desculpe por não responder suas mensagens nem mostrar interesse em você... Desculpe. Apenas me desculpe por toda essa besteira. Não procure meu endereço, nem minhas fotos. Não procure minhas ideias, nem meus livros. Por favor, me deixe te perder pra depois te amar.