sábado, 11 de janeiro de 2014

Vértice

A tarde que se vai com as nuvens alaranjadas do verão e das férias ainda não acabadas me mostra como a vida é engraçada. Como são engraçadas as tantas coincidências vividas numa trilha que dificilmente se sabe como se desdobrará...

Nesse ano, tive muito contato com música, felizmente, e como é comum em colégios, tivemos apresentação de final de ano. Eu estava aquecendo minha voz e uma senhora falou comigo perguntando quais exercícios eu fazia para aquecer a voz, eu demonstrei, e, tudo bem, ela foi para o auditório, passaram todos os outros alunos e finalmente chegou minha vez, tocamos um medley de Onde Anda Você e Regra Três em homenagem ao centenário de Vinícius de Moraes, que se deu naquele ano, e cantei um medley de Somewhere Over The Rainbow e Além do Horizonte em homenagem à nossa diretora, errei a letra de Somewhere Over The Rainbow, mas mesmo assim fiquei satisfeita com o resultado. Depois da apresentação, a mesma senhora que tinha me perguntado sobre os exercícios foi só elogios, vários, mesmo que eu tenha errado. Fiquei muito agradecida, mas partimos, cada uma para seu lado, para sua vida. No último final de semana, uns amigos e eu fomos ao show de Lulu Santos em Pipa, mas antes, passei no supermercado, eu estava com pressa, mas parei para olhar algum produto e acidentalmente - não estou me abstendo de culpa - meu carrinho bateu na sandália de uma senhora que estava na minha frente, parada, olhando, também, algum produto nas prateleiras. Logicamente, falei: 
"Desculpa." 
E sua resposta foi:
"Não."
Eu fiquei perplexa, não sabia o que responder, fiquei esperando um momento pra ver se era uma ironia, como se estivesse brincando, mas ela "abriu espaço" no corredor e me mandou passar de modo bem rude e ficou resmungando. Continuei perplexa e tentei me explicar, mas não tive espaço para fazê-lo, por ela ter me cortado assim que comecei a falar. Naquela hora, aquilo me deixou extremamente irritada, fiquei indignada, por ela ter sido extramente grossa comigo e nem me conhecer e eu nem ter feito nada de errado propositalmente, mas eu estava tão impressionada que não dei resposta nenhuma, portanto, felizmente não houve discussão nem nada e fiquei me perguntando seus motivos. Passou. Quando foi à noite, fomos ao show, e para minha surpresa, quem eu encontro?! Pois é. Eu tenho certeza de que ela me reconheceu de algum lugar, mas não imediatamente da situação que havia ocorrido pela manhã ou pelos elogios de dois meses atrás, talvez tenha lembrado depois do supermercado e ficou aparentemente com o rabo entre as pernas, mas fazer o quê?! As pessoas se esquentam, às vezes. Se excedem. E, hoje, uma semana depois do que acabo de contar, repentinamente me lembro dos elogios e penso, mais uma vez, como a vida é engraçada. E talvez seja essa graça que torne interessante se perguntar o porquê das coisas acontecerem. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Devaneios

Até tento
Ti acá lento
Lento
Alento.
Tu, vento
Eu, catavento.

Música inspiração

Minhas palavras andam meio lentas para saírem da mente, mas fervilhando lá dentro, portanto, por enquanto, deixo uma música inspiração, que me tocou no último final de semana.



"Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
VAMOS NOS PERMITIR"