sexta-feira, 25 de julho de 2014

Dubitare

Os passarinhos comeram as migalhas de como desfazer essa (e)stória que inventou em pensamentos - tal qual em João e Maria. Talvez aterrorizado, o subconsciente se prende à ela, deixa-se afogar e ser afagado por ela. Tão doce e tão amarga, e um misto de bom, mau e ruim aflora, um pouco incomodado e agradecido por esta antítese que invade o íntimo, assim como a necessidade daquele corpo. Aquele que, agora, habita seu interior. Habita por uma escolha louca - por ter deixado o tempo, que passou tão rápido, e as ondas, que passaram por sua pele insensível, levarem-na. 
Foi-se a vanguarda e a medicina e o alemão comparados às aulas de inglês, ficaram as mentiras na bolsa, as garrafas de vida com as quais se embebedou antes de se sujar com aquele cigarro único. E, assim como aquela carteira e aquele isqueiro apareceram como o primeiro trago daquela nova droga que inundou-a em pororocas do encontro entre o bom e o certo, tudo se resumiu à piúba - àquela piúba fixa em sua mente, ainda sem destino - e ao batom e ao sabor convertidos em lembranças, pelas  quais seu corpo implora, mas não aceita mais de modo descriterioso.

domingo, 13 de julho de 2014

De música (amor demais por esta e por esta versão): Bang Bang

"BANG BANG, I shot you down."

Comum

Como quem contraria a correnteza em segredo - talvez nem seja contrariar, mas segui-la... - parece que as bocas e os corpos se desejam nesta vida meio Nelson Rodriguiana que têm se permitido, e se querem mais e mais.
Alimenta a mente sã e o corpo são, a vida e o conhecimento, o espírito que as bocas falam por aí estar em transição, estar sendo influenciado. E quem disse que era errado? Por que assim? Talvez o seja porque seria assumidamente um caos, mas é inevitável. E igualmente aos nossos pensamentos livres, permitimos que nossas bocas cerradas falem uma a outra, nossos olhos ilegais leiam um ao outro e nossas mãos entrelacem-se neste vermelho que nos invade.
Mas quem é você? Quem sou eu? De onde veio essa vontade de se ver, de se ter, de se sentir? Por que assim? Apenas surgiu. Se não fosse para acontecer, não sentiríamos nada, disse-lhe antes. Um adeus. Uma volta. Perdeu-se nas palavras que fingiu... Elas viraram verdade, todas. Como quem compra um one-way ticket, não quer mais sair desta aventura, anseia... Só quer viver!
                                                                                           BANG BANG, I shot you down, disse a vida.