domingo, 13 de julho de 2014

Comum

Como quem contraria a correnteza em segredo - talvez nem seja contrariar, mas segui-la... - parece que as bocas e os corpos se desejam nesta vida meio Nelson Rodriguiana que têm se permitido, e se querem mais e mais.
Alimenta a mente sã e o corpo são, a vida e o conhecimento, o espírito que as bocas falam por aí estar em transição, estar sendo influenciado. E quem disse que era errado? Por que assim? Talvez o seja porque seria assumidamente um caos, mas é inevitável. E igualmente aos nossos pensamentos livres, permitimos que nossas bocas cerradas falem uma a outra, nossos olhos ilegais leiam um ao outro e nossas mãos entrelacem-se neste vermelho que nos invade.
Mas quem é você? Quem sou eu? De onde veio essa vontade de se ver, de se ter, de se sentir? Por que assim? Apenas surgiu. Se não fosse para acontecer, não sentiríamos nada, disse-lhe antes. Um adeus. Uma volta. Perdeu-se nas palavras que fingiu... Elas viraram verdade, todas. Como quem compra um one-way ticket, não quer mais sair desta aventura, anseia... Só quer viver!
                                                                                           BANG BANG, I shot you down, disse a vida.

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