sexta-feira, 25 de julho de 2014

Dubitare

Os passarinhos comeram as migalhas de como desfazer essa (e)stória que inventou em pensamentos - tal qual em João e Maria. Talvez aterrorizado, o subconsciente se prende à ela, deixa-se afogar e ser afagado por ela. Tão doce e tão amarga, e um misto de bom, mau e ruim aflora, um pouco incomodado e agradecido por esta antítese que invade o íntimo, assim como a necessidade daquele corpo. Aquele que, agora, habita seu interior. Habita por uma escolha louca - por ter deixado o tempo, que passou tão rápido, e as ondas, que passaram por sua pele insensível, levarem-na. 
Foi-se a vanguarda e a medicina e o alemão comparados às aulas de inglês, ficaram as mentiras na bolsa, as garrafas de vida com as quais se embebedou antes de se sujar com aquele cigarro único. E, assim como aquela carteira e aquele isqueiro apareceram como o primeiro trago daquela nova droga que inundou-a em pororocas do encontro entre o bom e o certo, tudo se resumiu à piúba - àquela piúba fixa em sua mente, ainda sem destino - e ao batom e ao sabor convertidos em lembranças, pelas  quais seu corpo implora, mas não aceita mais de modo descriterioso.

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