domingo, 25 de setembro de 2016

Mamor que existiu

Você está em todos os cantos
por todos os lados
Nesses últimos dias, esbarrei inúmeras vezes
nos teus tantos cantos
nos teus encantos

Você está em muitas partes de mim
Você está tão vivo, tão pungente
Dentro e fora
Nesses dias, esbarrei inúmeras vezes
nos nossos antigos nós

Foi difícil
Mas me localizei no tempo
Localizei-me no espaço
E não há razão de ser
Acabou
Dentro, vive de muitos modos
mas já foi

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Sol

Onda
Onda
Nascer do sol

Calmaria

Onda
Onda
Nascer do sol

Calmaria

Onda
Onda
Onda
Onda
Sol
Sol em mim
Sol de mim


segunda-feira, 18 de julho de 2016

De que é feita essa gente sem intenção, de fato?
De liquidez? De liberdade?
De que é feito esse convite meio vazio?
De um meio cheio que seca? Ou de não querer perder a fonte?
De que é feita essa estratégia sem objetivo?

De que é feita a gente?
E por que tem gente que insiste em acreditar?
Insiste em acreditar na intenção, no convite, no reviver diferente...?
Por que tem gente que tem a esperança tão plena?
Gente de outro mundo.
Gente que ainda tem esperança nesses tantos vazios que cercam.

terça-feira, 28 de junho de 2016

"Vá e seja feliz!"

Gratidão pelos dias lindos,
Gratidão pelos dias de música,
Gratidão pelos dias de vida!

Música é vida.
Eu sou música, contigo.
A vida vive em mim, contigo.
Vive em mim um mundo.

Você, pra mim, não é de ites
não é amor solitário. É viver de amor.
É reviver. É diferente de tudo...
É mudar e permanecer.
Rever.


terça-feira, 21 de junho de 2016

Música: Ancestralidade - Indy Naíse

Ancestralidade
Indy Naíse
  
Ah, tantos tentam me convencer,
Me transformar em outro ser.
Me dão parecer
Para eu ser padrão
Nessa conversa, eu não caio, não

Ah, deles sempre ouço dizer
Que tão querendo saber
Sobre o pente
Que me penteia
E essa resposta, eu não dei, não

Na minha cabeça, nada é ruim
Meu cabelo bom
Ruma ao céu sem fim
Ruim é o racismo
Chaga ignorância
De quem não me reconhece, não

Minha identidade
Autoconfiança
Sou rainha negra, sou afirmação
Meu cabelo crespo
Black, onda ou trança
Ancestralidade é minha nação!

quarta-feira, 27 de abril de 2016

WANDERLUST

Flor rebelde em busca da vida.
Em busca de algo que a encha de vida.
Algo que a mova.

amar move-a.
viver move-a.
seize the day move-a.
viajar move-a.
família move-a.
estar com amigos move-a
viajar move-a.
tentar entender a vida dos outros move-a.
a prática move-a.
cantar move-a.
dançar move-a.
ler move-a.
ser flor move-a.
ser rebelde, ainda mais...

a busca pelo equilíbrio,
a busca pelo autoconhecimento,
e a busca pela gratidão
são constantes.
são questões.
são dela.

domingo, 24 de abril de 2016

flor rebelde

mamor,

meu amor é teu
mas
é, também, do mundo
meu amor, hoje, é do mundo
é pelo mundo
é pelo tudo

polyamory
por isso tantos amores
mas minha entrega a ti...
é única, é plena, é vida
estar contigo é viver plenamente
é sentir plenamente
é amar plenamente

nosso ser e não ser é resistência
esses tantos ser, rebeldia
eu, flor rebelde
ir e voltar, mudar, ou ir para sempre
procurando morada
morada que seja amor
pleno


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

It makes me wonder

Você sempre me invade como um zepelim. 
Passa sorrateiramente, mas como um furacão em mim.

Por vezes, nossos pensamentos se cruzam nessa imensidão, a qual compartilhamos de diferentes lugares, mas sempre buscando vida, buscando respostas em nós mesmos, buscando não estarmos tão sós quanto estamos tantas vezes. Às vezes, buscando nada. Cheios de paz. Só contemplar, só ouvir, só estar.

E tantas vezes, de vez em quando, quero tanto só estar contigo.
Marte por nós dois!
Só estar, em paz.
Estar contigo, em ti, por ti; por mim.
Você em mim.
E nada mais.



sábado, 7 de novembro de 2015

A vida é louca

A V I D A é louca

Mas o que me aflige não é que o tempo acabe,
é que passe e nunca repasse, senão em mim...

O que me aflige é que o tempo passe e
nunca reviva em liberdade

Não é que acabe, é que repasse
nesses momentos mortos em mim

Mortos-vivos.
Maravilhosos.
Sóis. SÓS.

V I D A é louca

(ponto)

terça-feira, 6 de outubro de 2015

União obsoleta

O título já é praticamente autossuficiente, tal qual bem podemos ser, depois que a vida é tão nossa quanto somos dela, mas por que essas obsolescências são tão naturalizadas? Não que eu esperasse algo mais, nesse caso... Já entendi que é tão natural pra muitos nós, que tento nem ligar mais... É tão simples entrar e sair da vida dos outros, tão simples não ser ou ser e depois não ser nada mais, nada além de alguém que já passou.

- Oi. Preciso de alguém que ocupe meu vazio!
- Então, não tão bem. Também preciso de alguém que me ocupe, mas me ocupe a mente.

Aliás, parafraseando Shakespeare, realmente entendemos, com(o) o tempo, que beijos não são contratos. E nesses não-contratos os dias foram tranquilos, os dias foram de vazios preenchidos, os dias foram e continuaram sendo, e continuarão sendo, mas já não nesses beijos. Naqueles beijos nem tão vazios, naqueles beijos que alimentam o ser, naqueles beijos que alimentam o viver. Já não nesses beijos fugidios, não nesses beijos líquidos, cujas palavras parecem suficientes para parecer tudo bem, cujo prazer parece suficiente para finalizar e cuja vontade parece suficiente para voltar. Beijos líquidos, beijos esponjosos. Beijos. Contatos. Não são contratos. 

"Nadie se baña en el río dos veces porque todo cambia en el río y en el que se baña"
(Heráclito)

Também tenho outras pendências a resolver.
Sabe, eu até gostei. 
Desejo que suas vontades continuem te guiando a outras esponjas, 
e que elas transbordem, como não transbordei contigo,
(e eu sei)... C'est la vie.


sábado, 5 de setembro de 2015

eu sinto tudo, aquilo tudo...
mas continuo sem saber
continuo sem ser
continuo sem dizer
aquilo tudo
que sinto
por tudo aquilo que sou
porque simplesmente não és

não és opção, não és direção
simplesmente não és
não és direção, não és opção
não és ninho
não és morada pro meu amor

domingo, 26 de julho de 2015

2

Somos paradoxos.
Ele é dois em um...
Amor e temor.

Nunca sei se mudança,
Ou se é continuação.
Nunca sei se é só vontade,
Ou se é decisão.

É que ao amor,
Sim.
O temor...
É uma cura sem procura.


Somos descanso.
Ele é um desafio
E é lembrança.

Nunca sei se futuro,
Ou se nada além.
É como passageiro,
Como diversão.

É liberdade,
É conhecimento,
É querer estar,
É querer ficar.


Nada somos.
Nunca fomos.
Ele é desencontro.

Nunca sei se será,
Ou se assim permanece.
É como aventura,
Como risco.

É futuresco,
Outra realidade,
Passageiro,
É descaso.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Pássaro

Nunca é suficiente...
O tempo voa contigo.
Com o coração na mão eu fico
Quando partes assim.

Até parece que é tudo novo;
Mas feliz...
Continua o mesmo de quase sempre,
Com jeito de lar!

É liberdade apegada;
É que nem pássaro que vai e volta;
É que nem mar, que acalma e revolta;
E é, além de tudo, amor... E nada mais.



segunda-feira, 6 de abril de 2015

Frutos suculentos e moribundos

Seu corpo se entrelaça em muitos nós;
que nem frutos da época, alcançados através de galhos e emaranhados.

Trepadeira dos quereres e da omissão,
como se já não fosse certo o que nós lhe fazem.

E, nesse estar de flores que ora sim, ora não,
os gostares se confundem, e ver quando se fundem é apenas ilusão.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Todo Cambia - Mercedes Sosa



"cambia lo superficial
cambia también lo profundo
cambia el modo de pensar
cambia todo en este mundo"

"Terceira sexta-feira da semana" nessa vibe e estudando.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Das pessoas que estiveram ao redor

Escutar Between The Bars é quase como estar acompanhada de um copo de whisky, com toda a ilusão de que ele é - erroneamente - o melhor amigo nas horas problemáticas, enquanto observo as nuvens, que um dia vieram acompanhadas de tempestades e arrastaram as pessoas que estavam ao meu redor, mas hoje são apenas lembranças, como o sentimento nunca dormente por esses que partiram em vida da minha vida, e continuam ao redor, mas não ao meu redor propriamente dito. 

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Gaiola.

Mente inquieta,
Querendo saber como vão essas inspirações de Alzheimer

Inquieta, 
Porque cada palavra é como um tiro na testa

Fica a mente
Querendo vomitar as palavras presas

A mente inquieta
Sendo presa do próprio imperdão




sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

pedaço do limão

Volta...

Não vai como sempre,
não vai como todos.

Fica mais um pedacinho, 
só pra gente ficar aqui assim
juntinho, agarradinho.

Chi chi chi le le le


Zona Urbana

En Frutillar


Casablanca

Puyehue

En Osorno

En Osorno


En Osorno


Plaza de Armas, Osorno

Plaza de Armas, Osorno
Playa Solanera
En la Playa Solanera









quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Da miserabilidade

Assustou-me o tamanho da sua tristeza, o tamanho miserável do que é permanentemente bom.
Assustou-me sentir todo esse peso que você carrega nas costas.
Assustou-me, principalmente, saber o quanto carrega.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Dubitare

Os passarinhos comeram as migalhas de como desfazer essa (e)stória que inventou em pensamentos - tal qual em João e Maria. Talvez aterrorizado, o subconsciente se prende à ela, deixa-se afogar e ser afagado por ela. Tão doce e tão amarga, e um misto de bom, mau e ruim aflora, um pouco incomodado e agradecido por esta antítese que invade o íntimo, assim como a necessidade daquele corpo. Aquele que, agora, habita seu interior. Habita por uma escolha louca - por ter deixado o tempo, que passou tão rápido, e as ondas, que passaram por sua pele insensível, levarem-na. 
Foi-se a vanguarda e a medicina e o alemão comparados às aulas de inglês, ficaram as mentiras na bolsa, as garrafas de vida com as quais se embebedou antes de se sujar com aquele cigarro único. E, assim como aquela carteira e aquele isqueiro apareceram como o primeiro trago daquela nova droga que inundou-a em pororocas do encontro entre o bom e o certo, tudo se resumiu à piúba - àquela piúba fixa em sua mente, ainda sem destino - e ao batom e ao sabor convertidos em lembranças, pelas  quais seu corpo implora, mas não aceita mais de modo descriterioso.

domingo, 13 de julho de 2014

De música (amor demais por esta e por esta versão): Bang Bang

"BANG BANG, I shot you down."

Comum

Como quem contraria a correnteza em segredo - talvez nem seja contrariar, mas segui-la... - parece que as bocas e os corpos se desejam nesta vida meio Nelson Rodriguiana que têm se permitido, e se querem mais e mais.
Alimenta a mente sã e o corpo são, a vida e o conhecimento, o espírito que as bocas falam por aí estar em transição, estar sendo influenciado. E quem disse que era errado? Por que assim? Talvez o seja porque seria assumidamente um caos, mas é inevitável. E igualmente aos nossos pensamentos livres, permitimos que nossas bocas cerradas falem uma a outra, nossos olhos ilegais leiam um ao outro e nossas mãos entrelacem-se neste vermelho que nos invade.
Mas quem é você? Quem sou eu? De onde veio essa vontade de se ver, de se ter, de se sentir? Por que assim? Apenas surgiu. Se não fosse para acontecer, não sentiríamos nada, disse-lhe antes. Um adeus. Uma volta. Perdeu-se nas palavras que fingiu... Elas viraram verdade, todas. Como quem compra um one-way ticket, não quer mais sair desta aventura, anseia... Só quer viver!
                                                                                           BANG BANG, I shot you down, disse a vida.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Horta

Há mais ou menos 6 meses, decidi que queria fazer uma horta. Na verdade, já queria há muito tempo, mas foi em dezembro que, de fato, comecei. Fui a um Viveiro de Plantas próximo à minha casa, os atendentes de lá são supergentis. Comprei a bacia, a terra e as sementes lá. Plantei berinjela, agrião, tomate e pimentão. O agrião não pegou, e o tomate e a berinjela já deram frutos. Fiz as plaquinhas com palito de churrasco, uns pedaços de tela velha e barbante.
No dia em que plantei.


Uma semana depois.
(Muito feliz porque as folhas apareceram.)












Por enquanto é isso.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

À deriva

E por um "sim", viveu a vida pela qual anseia.
E por um "e se", tentou esquecer seu rosto e seu corpo.
Mas ele se fez extensão nela e dela.
Que dele fez esperança de ser mais viva e de se entregar ao desejo de vida.

Ele, cujos olhos foram um oceano de sensações...
Curiosos, preocupados, urgentes, carinhosos e desejosos
Ele, cujo beijo preencheu-lhe a mente e libertou-a de um vício,
teve marca de início num desconhecido
Num desconhecido pelo qual, hoje, seus lábios esperam e imploram
Que seus lábios pedem uma vez mais.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Desayuno

Quando acaba o dia, ela está livre... 
Livre para ver o mundo, para amar qualquer um, para viver uma vida sem amarras. E mesmo ele, o pior, por beber na xícara quase intacta, com marcas de apenas um batom, e o melhor, talvez, do qual o batom bordô, cujos sabor e cor nunca deixarão a lembrança, não aprisionou seu coração, aquele que em outro momento quis amá-lo e hoje precisa escolher entre o certo e o bom.

"Escolha!"

O certo. Uma enchente inunda ambas as mentes, porém são os mesmos lençóis, com outros perfumes, que não o dele ou dela, mas o Dela, aquela cujo perdão ele tem, regado a beijo de café, quando o dia amanhece, e regado a frescor, quando o dia anoitece, e os deles que ela ainda pode escolher a dedo. Sem olhares, sem provocações.

O bom. Uma enchente inunda seus corpos, os quais querem se perder um no outro. Querem ficar juntos até que amanheça, até que simplesmente vejam que era só aquilo, só aquela vontade de se ver, de se ter. Quando a explanação sobre as intimidades e futilidades sejam como o açúcar que se dissolveu no café-pequeno, que, apesar de parecer doce, é essencialmente amargo. 

"Escolho."

Imerso em si, em seu escapismo e em sua imortalidade, sem perceber o pôr-do-sol acompanhado da solidão, sem perceber a xícara vazia quando acorda. As sereias ainda o levam ao fundo do mar de desejo e prazer, na Ilha de Jamais. Ainda o imergem tomado por seu viver à vida como ela é. 

"Escolhi."

E no final da noite, ele ainda volta àquele cais onde ancorou seu veleiro, o qual deixa certas noites, no entanto, sempre cumprindo a promessa de voltar quando os primeiros raios alaranjados pintam o céu.

domingo, 30 de março de 2014










 Não sabe como e por onde (por si mesma) começar...
Apenas sabe que tem que recomeçar e agora.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Frutas Cítricas

Nada como um substituir de cortinas que impediam a entrada de luz e de calor e prejudicavam o crescimento de todo um universo interno. Atrapalhavam o sabor de uma vida boa de ser degustada, que acabava apenas engolida de maneira gulosa.
Quem sabe a troca das mesmas tenha sido realmente benéfica...
Apenas para relembrar que é sempre bom se afogar no perfume das flores que entra pela janela - agora aberta - e que espera-se que em pouco tempo inunde as lembrança prestes a florescerem na nova primavera. Quem sabe, talvez, até floresça num coração adormecido aquela emoção há muito esquecida, com aquele gostinho de colo de mãe e guloseimas de avó.



sábado, 11 de janeiro de 2014

Vértice

A tarde que se vai com as nuvens alaranjadas do verão e das férias ainda não acabadas me mostra como a vida é engraçada. Como são engraçadas as tantas coincidências vividas numa trilha que dificilmente se sabe como se desdobrará...

Nesse ano, tive muito contato com música, felizmente, e como é comum em colégios, tivemos apresentação de final de ano. Eu estava aquecendo minha voz e uma senhora falou comigo perguntando quais exercícios eu fazia para aquecer a voz, eu demonstrei, e, tudo bem, ela foi para o auditório, passaram todos os outros alunos e finalmente chegou minha vez, tocamos um medley de Onde Anda Você e Regra Três em homenagem ao centenário de Vinícius de Moraes, que se deu naquele ano, e cantei um medley de Somewhere Over The Rainbow e Além do Horizonte em homenagem à nossa diretora, errei a letra de Somewhere Over The Rainbow, mas mesmo assim fiquei satisfeita com o resultado. Depois da apresentação, a mesma senhora que tinha me perguntado sobre os exercícios foi só elogios, vários, mesmo que eu tenha errado. Fiquei muito agradecida, mas partimos, cada uma para seu lado, para sua vida. No último final de semana, uns amigos e eu fomos ao show de Lulu Santos em Pipa, mas antes, passei no supermercado, eu estava com pressa, mas parei para olhar algum produto e acidentalmente - não estou me abstendo de culpa - meu carrinho bateu na sandália de uma senhora que estava na minha frente, parada, olhando, também, algum produto nas prateleiras. Logicamente, falei: 
"Desculpa." 
E sua resposta foi:
"Não."
Eu fiquei perplexa, não sabia o que responder, fiquei esperando um momento pra ver se era uma ironia, como se estivesse brincando, mas ela "abriu espaço" no corredor e me mandou passar de modo bem rude e ficou resmungando. Continuei perplexa e tentei me explicar, mas não tive espaço para fazê-lo, por ela ter me cortado assim que comecei a falar. Naquela hora, aquilo me deixou extremamente irritada, fiquei indignada, por ela ter sido extramente grossa comigo e nem me conhecer e eu nem ter feito nada de errado propositalmente, mas eu estava tão impressionada que não dei resposta nenhuma, portanto, felizmente não houve discussão nem nada e fiquei me perguntando seus motivos. Passou. Quando foi à noite, fomos ao show, e para minha surpresa, quem eu encontro?! Pois é. Eu tenho certeza de que ela me reconheceu de algum lugar, mas não imediatamente da situação que havia ocorrido pela manhã ou pelos elogios de dois meses atrás, talvez tenha lembrado depois do supermercado e ficou aparentemente com o rabo entre as pernas, mas fazer o quê?! As pessoas se esquentam, às vezes. Se excedem. E, hoje, uma semana depois do que acabo de contar, repentinamente me lembro dos elogios e penso, mais uma vez, como a vida é engraçada. E talvez seja essa graça que torne interessante se perguntar o porquê das coisas acontecerem. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Devaneios

Até tento
Ti acá lento
Lento
Alento.
Tu, vento
Eu, catavento.

Música inspiração

Minhas palavras andam meio lentas para saírem da mente, mas fervilhando lá dentro, portanto, por enquanto, deixo uma música inspiração, que me tocou no último final de semana.



"Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
VAMOS NOS PERMITIR"

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Kebab

O gosto é incrivelmente bom se comparado ao de um ano atrás, e o tempero ainda melhor: aprendizado.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

terça-feira, 27 de agosto de 2013

A Flor e o Espinho



"É no espelho que eu vejo a minha mágoa
A minha dor e os meus olhos rasos d'água
Eu na sua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor"





Senti uma parte arrancada de mim, mas ainda assim continuei me sentindo inteira, talvez porque me percebi te perder de pouquinho em pouquinho. Pude relembrar tudo o que fiz e que me vi, no futuro, fazendo em sua companhia e pude decidir deixar guardado, por um tempo, todos os planos. Mas acontece. Expectativa de mais para um paliativo por sua perda recente. Quem sabe apenas não fosse a hora desta espada nua, bem como da anterior, e quem sabe num futuro, seja a certa, a que ficará e saberá lidar frente à frente, ou quem sabe outra aparecerá. Quiça te dou ouvidos e você me dá ouvidos. Ah, como gostaria de ser flor em sua vida, mas se hoje eu sou espinho, prefiro me retirar do seu roseiral. É mais saudável.


terça-feira, 5 de março de 2013

Ler a si mesmo

Antes de passar a página, preciso chegar até o último rabisco, por isso que ainda não desisti.

domingo, 3 de março de 2013

De ti

Quero me ver nos braços teus.
Em teu abraço descobrir de mim.
Beijar tua parte marcada até o fim dos dias.
Olhar-te de cima.
Amar-te os olhos, amar-te por inteiro,
Mesmo que amanhã precises partir
Para em outros abraços esquecer-me.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Intertextualidade







A cabeça gira, o mundo gira. Num loop infinito.

Esta não é a sua carteira. Não é um cigarro com o qual você queira se sujar.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Siba - Avante!


"Depois do fogo restam só fumaça e brasas
E eu tiro as cinzas do meu peito nu
Daqui a pouco meus dois braços serão asas
E eu me levanto renascido e cru"


Este trecho é da primeira faixa (Preparando O Salto) do Avante, adiante, por assim dizer, um CD do Siba,- um pernambucano chamado Sérgio Veloso que - coincidentemente - nasceu no dia 16 de fevereiro - parabéns, Siba - de 1969 -, que foi lançado no ano passado. 


Vale a pena dar uma olhada nas letras e sacar o CD no Sound Cloud. 


TV: Na primeira vez em que escutei este CD, estava comendo doce-de-banana e pensando, sinceramente, em deixar por vários dias repetindo no carro, depois de acordar no sábado ou enquanto cozinho. APROVADÍSSIMO.

"A brisa por ser carinhosa é quem mais tem castigado"

Turca Velha

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Viagens

O arquipélago que me fez ficar apaixonada por mergulhos.

Panorâmica do Forte dos Remédios

Panorâmica da Praia da Conceição


Mesa do Bar do Cachorro

Praia da Conceição

Golfinho-rotador

Forte dos Remédios


Palco do Bar do Cachorro

Impressões da TV:

Bom, adorei (em maiúsculas e negrito) o arquipélago. Apaixonei-me. O pessoal de lá é muito acolhedor. Quero voltar, mas não no período de seca, porque, caramba, muita poeira, mas, afora isso, acho que nada. Fiquei com uma pena porque não vi uma concha, e me explicaram também o porquê disso. Uma coisa que vale a pena fazer é o aquasub/plana sub, que é uma pranchinha com reboque, mas, mulheres, levem uma blusa, pra qualquer eventualidade. Outra coisa que eu adorei: as embalagens do "lanche" servido no avião. Fofíssimas! 
Cuidado com a arrebentação,
TurcaVelha

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

dois mil e 13


Oi, leitor.
Plano de Fundo anterior


Estou retomando meu posto de pseudoblogueira, digo, espero retomar. E dar uma passadinha uma vez por semana, se meu tempo deixar. Espero, sinceramente, que deixe!

O ano começa cheio de expectativas, promessas, objetivos. O resto dos dias são pra pôr à prova a resistência, persistência e dedicação de cada um. Eu, sinceramente, espero que você consiga alcançar o que quer e possa passar por momentos ótimos durante o ano!

Adiós,
 Turca Velha

P.S.:

> Com o prefixo pseudo - ultra, semi e supra - só se deve usar hífen se a palavra seguinte começar com r, h, s ou vogais.
> Pôr (verbo) recebe acento. Por (preposição), não.



segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Preocupação

O tempo passar é inevitável, mas por quantas vezes ele passa sem nos darmos conta e perdermos oportunidades únicas?

O tanto de areia na ampulheta e o tempo que ela marca diferem e cada um decide o que fazer de melhor com eles.

Se algo de melhor pode fazer com o seu, por favor, tente. Antes que o mesmo acabe. 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Dica No. 1

DICA DE HOJE

                      Não dê seus conselhos ou alegue algo vagamente. Hoje, você está fora, fala com a visão de espectador, mas, amanhã, você pode estar lá dentro, falando com a visão do ator, então não faça desuso dos seus conselhos porque partiram de ti para outrem. Faça dos seus princípios reais, faça dos valores tidos como inaceitáveis, quando em outro, princípios para si, porque você pode não aceitar em visão de espectador, mas, enquanto ator, você pode titubear e até ir contra o seus próprios valores.


Turca Velha, há dias tentando colocar as palavras que
 o Intérprete do Inconsciente pregou em mim.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Fotografias

Não sei quanto faz desde então, mas me lembro de cada detalhe, cada mínimo detalhe que poderia ter sido deixado no meio do caminho, mas vendo, agora, o que eu matei por meio de uma fotografia, sei, eu, daquilo que só diz sobre mim. Lembro cada pequeno pedacinho de seja qual for o sentido... Cada dúvida que me fez nós e mais nós peito adentro, cada certeza que me fez mais leve, o cheiro de qual seja a estação. E, na morte daquilo que eu amo, que faz parte de mim e fez parte do que eu já fui um dia, eu sei o quanto e o porquê de amar.

domingo, 28 de outubro de 2012

Surpresa

Eu poderia mergulhar todos os dias em teus braços, viver nos teus abraços, sem precisar de algo mais, sem segundas intenções, apenas você, sendo tão sincero para comigo, como eu sendo sincera para contigo.

domingo, 30 de setembro de 2012

Dois travesseiros

Eu te peço que fique, só hoje, só esta noite.
Eu não só quero, eu preciso que você esteja aqui, comigo, apenas hoje.
E por que isso tudo? Pra quê? Eu já sabia que você sempre teria que ir embora. Sempre teria que ir mais cedo. Sem despedidas. Que você sempre iria e eu ficaria aqui, só.

E eu te peço que, só hoje, fique. E que fique mesmo, porque eu quero acordar ao seu lado. E eu quero te ter por inteiro. Com olhares inteiros e mais que sinceros, com beijos inteiros e nem um pouco discretos, então, fique. Apenas hoje, por um tempo mais. Porque as taças - as nossas taças - já estão na mesa e as nossas xícaras já estão no escorredor.

Fique, apenas hoje, fique, por favor.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Bilhete

Minha necessidade de ti é tão grande. Talvez seja só pelo acúmulo de anos a que eu fui exposta sem a sua presença. E, agora, é tão inacreditável o fato de te ter comigo, mas te ter, ainda, apenas pela metade. Me tranquiliza a quase certeza de que são meses, coisa pouca se comparada aos anos, aos tantos anos em que estive aqui, com janelas brechas abertas e portas trancafiadas. Talvez por me prender à ilusão, vangloriava um futuro do qual nem eu mesma sabia. Parece que, pra mim, você é o triplo e pra você eu sou o 1/8. O que me restou, não lágrimas, porque o tempo de ensinou a lidar com os problemas, mas o desapontamento, que o tempo me fará engolir depois, mas em poucos goles, já que nada era certeza, porque, bom, depende. Tudo depende de tantas coisas. Nem de viver estamos convictos, quanto mais das coisas de diversas faces que nos cercam.

domingo, 29 de julho de 2012

Um stop na vida amorosa em letras

Bom, como é perceptível, a maior parte dos textos deste blog é falando sobre minha vida amorosa, mas, bom, resolvi dar um stop nessas estórias ou histórias mesmo. E, como não queria estragar o clima daqui, criei um novo blog, intitulado Entre Sobremesas e Petiscos! E lá, falo de diversos assuntos, opiniões. Mais pra dar um up junto à minha nova fase. Mas não pretendo abandonar o Turca Velha, de maneira alguma. No entanto, acredito, que postarei mais lá que cá. 

                                                

Bom início de semana,
Turca Velha

domingo, 8 de julho de 2012

Eu corro. Eu sempre corro. Eu sempre estou atrasada. Atrasada e indecisa. Ah, céus, é tão difícil correr, correr sempre. E mesmo que eu comece uma hora mais cedo e chegue na hora marcada, sempre irei correr. Porque eu sempre corro... Pra longe e pra onde há. Eu sempre ando para o que não me agrada e corro dele depois. Sempre... Sempre assim. Quase tudo o que dura muito, cansa. Quase tudo o que dura pouco, faz falta. É tão complicado conciliar isso. Saber a dose de usar sem cansar e largar sem faltar... Ah, e voltar sempre que fizer falta. Quero escrever versos loucos, em lugares estranhos, apaixonar-me por bobos e amores façanhos. E já estou rimando. Rimando versos e desinências, mas apenas em letras, porque é tão difícil e lento aprender a uniformizar esses sentimentos. Talvez precise mesmo de um psicólogo ou apenas um café-da-manhã com música clássica. Na verdade, apenas beijos resolveriam, ou não. Ai, ai, dilema. Mas agora, bom, preciso arrumar outra bagagem, porque já é hora de partir.

domingo, 17 de junho de 2012

Ainda é Junho, mas parece Setembro

Seu olhar estava desolado, porque fugi de sua vida sem declarações nem tempo de volta. Aquilo me corrompeu tão intensamente, porque ele acredita em mim, me vê e me escuta, e lhe pago com um passaporte com visto por quantos anos sejam necessários. Desculpe por todos os dias em que fiquei fora e em que estarei fora. Desculpe por todas as ligações que não atendi e não atenderei. Desculpe por trancafiar a porta do meu coração enquanto você estava fora, entretido com seus afazeres rotineiros. Desculpe por não responder suas mensagens nem mostrar interesse em você... Desculpe. Apenas me desculpe por toda essa besteira. Não procure meu endereço, nem minhas fotos. Não procure minhas ideias, nem meus livros. Por favor, me deixe te perder pra depois te amar.

terça-feira, 1 de maio de 2012

O dia foi repleto de boas lembranças. De cheiros típicos de saudades. De sons típicos de sentimentos. De olhares típicos de amores e dúvidas. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Chuva

Amar-te tanto dói no peito.
Num instante, há um céu azul, claro, agradável. Um céu de braços abertos para o mundo, para o futuro, para o novo. Noutro instante, há segredos, sorrisos, verdades, lágrimas, abraços, olhares condensados em fragmentos, fragmentos de picos. Picos que resolvem cair sem data marcada, um imprevisto na chuva de compromisso, um imprevisto na chuva de contradições, um imprevisto nas vontades e no humor. Imprevisíveis como as vezes em que me deixa e fica comigo. Sempre imprevisíveis como quem encontrar no pico de movimento em ruas conhecidas, imprevisível como quem encontrar no supermercado em véspera de Natal, imprevisível como a vida e como a morte. Quero que você tenha seus horários na minha agenda, não, não quero seu nome só em horários específicos, quero seu nome a qualquer hora, quero sua presença, seu toque, seus olhares, quero que nossos imprevistos cotidianos sejam motivos de amor, de verdade. Amor é um só, não se perde, se transforma, como todas as coisas ao nosso redor... Em eternas transformações. Em marés, marés de amores e dores, marés de cores e de um mundo bicolor, marés de bons e maus, de prós e contras, de pré e pós. Quero deixar a maré de lembranças a que você me submete nos imprevisíveis dias à distância, nos vários anos, nos dias sem ti. E você, leitor, em qual maré está? Por quê? Há quanto tempo? Está na praia vendo os outros lutarem sempre com a rotina, com o tempo e o cansaço?

Até a próxima onda.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Haverá um dia em que eu não voltarei. Não sei quando, não se como, mas sei que haverá um dia em que será a mim, só e a ti, só. Um a lembrar o outro.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Hoje é terça, quarta, terça pra quarta, 24 horas do mesmo horário ontem? Voltar 16 minutos adianta, em se tratando de um dia antes de hoje? Ou vai ficar por aqui mesmo? Bom, acho que por aqui tá bom, em várias horas, me resolvo comigo mesma, me resolvo contigo. 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Pormenores.

Com o conhecimento, supomos dificuldades, dificuldades que nem sempre os olhos nos deixam perceber, que nem sempre os sorrisos escondem, e que nem sempre as lágrimas resolvem, e com as dificuldades, bom, vemos parte do nosso dia a dia refletido na vida alheia, assim, ela passa a ser um pouco semelhante à nossa realidade.
Por aqui, tudo é rápido. Em um minuto, há sorrisos, há pesar, há raiva, há amor, há compaixão, há inveja... É complicado. Porque tudo passa rápido, assim como o tempo... E tudo concentra uma parte de todos, do mundo, da vida. Concentra uma parte da rotina de cada um. 
Fácil colocar esta venda quando você age e tirar quando você sofre.
Às vezes, as ambiguidades saem sem querer.

domingo, 4 de março de 2012

Noites em claro por uma agulha.

E você é, em mim, como uma tatuagem prestes a ser feita. Uma tatuagem que ninguém quer no meu corpo, exceto eu mesma.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Meia-noite

— Oi. Tá acordado?
— Oi. O que foi?
— Não consigo dormir...
— Eu também...
— Por quê?
— Repassando muitas coisas, e você?
— Pensando em você...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Simetria

Cada dia que eu te deixo ir é mais um dia em que eu vejo algo morrer, e algo nascer dentro de mim. Prazer e saudade, respectivamente.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Borboletas.

Eu quero me perder em tua mente. Sugar teu infinito. Sugar teus pensamentos. Quero me fazer presente como todas as outras mudanças. Como todos os outros novos. Como todas as outras vidas, que a cada dia nascem e morrem dentro de ti... Como uma borboleta. Quero ser mais uma das borboletas do teu jardim, e que me cuides tão bem quanto cuidas de tuas flores, tão bem quanto cuidas das outras borboletas, porque sabes que, algum dia, algumas irão embora para dar lugar a outras, e as outras, bom, talvez nem passem tanto, talvez passem muito, mas, independentemente, farão parte da lista de visitantes do teu jardim.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Cegueira.

Não lhe pergunto o que há a sua volta, se usa o mesmo colchão há 8 anos, se deita numa rede ou se divide o quarto com um colega. Não lhe pergunto se passou no vestibular, se está estudando, se passou um ano sem fazer nada ou se teve algum redimento. Não lhe pergunto se trabalha, em qual bairro, cidade ou país reside, quantos celulares carrega, quantos aparelhos televisivos tem em casa ou se escuta música usando um MP4, um iPod nano, um iPod touch..., ou um fone de ouvido Philips, Clone, Sony, Gratitude ou Beats. Não lhe pergunto se estuda num colégio bom ou mediano, público ou particular. Porém, partilhamos o mesmo mundo, fazemos parte de uma mesma sociedade, eu e você. Pense, apenas, em como seria detestável um mundo onde só existisse eu e eu, ou você e você, onde existisse apenas um gênero musical, uma roupa, e uma cor... Seríamos escuridão? Desconhecidos? Teríamos medo de nós mesmos? Temos medo do que não conhecemos, do que não gostamos. O fato é que, desde que a desigualdade social começou a se propagar, por motivos econômicos, políticos e sociais, um preconceito altíssimo tem se derramado por entre nós, porque fulano tem casa em tal bairro, porque sicrano estuda em tal escola e porque beltrano frequenta tal lugar. Temos direito de ir e vir, de sermos nós mesmos, porque num lugar onde somos privados da oportunidade de nos igualarmos, nos resta dar de cara com a ignorância, nos resta lutar por nossos direitos. O grito por respeito, tenho certeza de que começou há muito tempo, e que, a cada dia, alcança níveis maiores, então, continuemos gritando por aquilo que é nosso, por aquilo que não é feito, e por aquilo que é necessário. Grite e lute pelo que você quer, e pelo que acredita que a sociedade merece. À medida que nos acomodamos ao que nos incomoda, aprendemos a aceitar de cabeça baixa, a tomar banho com os óculos no rosto, com os olhos cegos... Há tempo e espaço para as nossas lutas, para os nossos gritos, e há, também, espaço para os nossos respeito e direito.  

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Alga.

Os pés dela caminhavam para vê-lo partir... Há um pouquinho, eu a vi dizer que não e desejar aquilo, talvez tenha feito bastante em sua mente. À sua frente, seus olhos brilhavam, devoravam-na. Era como mergulhar no infinito de sua mente e desejo, no infinito de seu amor. Suas mentes rodavam uma na outra, enquanto seus corpos ficavam cada vez mais próximos, algo forte escorria por entre os dois. Objetos de desejo e amor, de paixão, de coisas recentes. Suas mãos puxavam-na para mais perto de si cada vez mais, enquanto seus dedos repousavam na madeira do portão. Era como se ele fosse um ímã e ela um ferro. Até que seus lábios tocaram um no outro. As mãos dele relaxaram um pouco, mas se mantiveram firmes no mesmo lugar, sem concordar que aquilo tivesse um fim. Uma das mãos que antes repousavam em um de seus braços, agora estava em seu pescoço. O beijo era calmo, lento, proveitoso, assim seguiram, perdidos um no outro, mas localizados no resto daquele lugar, como o céu daquela noite, em que as estrelas brilhavam forte, e a lua minguante era refletida na imensidão do oceano. O desejo entre os dois aumentava, e seu beijo se tornava mais rápido, firme. Eles podiam sentir-se parte um do outro e sua mão que, antes, repousava no portão, abraçava-o firmemente, enquanto as dele acariciavam seu rosto, sem querer deixá-la.
Sorrisos encheram suas faces, e seus corpos despediram-se. Ele cruzava o portão, deixando, agora, seu amor atrás do muro, do portão, da noite, porém, à frente de seus pensamentos. Deixava-a guiar sua mente, e a euforia inundava seu corpo, enquanto o desejo permanecia lá, e seus passos foram no sentido contrário de sua direção, para encontrar seus olhos à sua espera. Pousou em seus lábios um toque de carinho, e, outra vez, partiu. Partiu para uma noite inquieta, boa, leve... Para uma noite em que ela inundaria seus pensamentos, assim como o oceano em que nada a sua sereia, o seu amor. 

domingo, 8 de janeiro de 2012

Fúcsia

Era como devorar e ser devorada. Aceitar por puro agrado alheio. Estou lá, esperando por algo que não aconteceria. Que seria desejo e saudade. Não há palavras que possam falar o suficiente, porque um olhar já me tirou para dançar e eu não vejo motivos para deixá-lo sozinho no meio do salão.

Areia

Afinal, quanto estaremos juntos? 
Quão próximos estaremos? E quão perdidos estaremos um no outro?
Quanto estaremos a desejar?
Quanto estaremos a perder pensando em depois? Em distância? Em possibilidades? Em erros?

Partilhando água.

Minha cabeça não se cansará de você. Nunca. De seus olhos e do desejo. De parar, de ser um, de esquecer do resto, porque você tem rodado informações por mim e eu tenho rodado pensamentos por você. De fato, estamos a fazer o mesmo, a desejar um ao outro.

Papoulas

O dia está amanhecendo. Amanhecendo para me lembrar quão difícil é dormir com tanto na cabeça. Está amanhecendo às minhas custas, e eu vejo o armário ficar vazio. De novo e de novo. Vazio para algo que me incomoda -, mas a que me acomodo - e cheio para algo que me incomoda demasiadamente, para algo sem escolha, para o resultado do silêncio. Vejo as palavras sumirem, indo para um lugar que anda cheio na cabeça, e cheio de maus costumes e maus tratos, a memória. Farto das luzes acesas, das portas abertas, farto da intromissão e da vontade de razão. Porém, enquanto farto, ânsia pela oportunidade e aguenta a espera.

Armação preta

Aquele músico inteligente que me faria rir, talvez se perdesse na cidade comigo, mas não se importaria em gastar com um daypass, afinal, não está tarde... O músico de olhos fascinantes que não se deixam levar por lentes ou por quem tem pressa ao olhá-los. De voz suave que aceita uma bebida a qualquer hora. Olhos de um estudante ocupado... De um estudante desconhecido. De um sem tempo cursando algo como medicina. Um sem tempo por quem eu daria voltas no mundo só para olhar além dos óculos e ver o motivo do meu fascínio.


sábado, 7 de janeiro de 2012


Eu tenho medo. Sempre. Por você. Eu tenho medo... Talvez você esteja num 'Ver mais resultados', sempre. Você talvez esteja perto, tão perto quanto eu jamais imaginei, mas não há um final do 'Ver mais resultados', portanto, eu continuo amedrontada, porque você sempre está a um passo de mim, depois 20 passos à frente, depois, novamente, a um passo de mim, e mais tarde a 24 passos. É tão difícil não usar todo o tempo possível por você, saber que, talvez, passe por ti sem te notar. Achar que, finalmente, cheguei ao fim, mas ser mandada para o início do tabuleiro. Nada é igual... Ou melhor, talvez a cor dos seus olhos seja, mas nada mais... Tudo está em maior proporção, se ainda está, se ainda compartilha comigo o que resta em nós dois, o mundo e as lembranças.

domingo, 25 de dezembro de 2011

"A gente engole tanta coisa amarga na vida, por que não comer uma verdura amarga?"

A Nonna me falou isso outro dia. Hoje está martelando na cabeça.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Está na hora de sair de casa, tomar um café da manhã com minha avó, almoçar com meu pai, assistir a um filme com a minha mãe, ajudar minha irmã na atividade de casa, visitar os meus tios, passar o tempo com meus amigos...

Sabe quando você assiste a algum vídeo, seja sobre qual assunto for, e aquilo te toca profundamente? Ou melhor, seja um texto, uma fotografia, uma música... Seja um livro... Aquele livro que perturba seus sentimentos, te deixa inquieto e mesmo assim você tem vontade de ler inteiro assim que termina... Aquele texto que, por maior que seja, você leria todos os dias assim que escovasse os dentes ao acordar... Aquela fotografia que te faria ficar perdido em pensamentos, em pensamentos da mesma natureza, sempre... Uma música que você gostaria de acordar escutando, uma música que te fizesse acordar de verdade. Sabe o problema de coisas que tocam, de palavras e atitudes que calam? Parece que é passageiro, efêmero, ou melhor, os acontecimentos da vida são efêmeros e, às vezes, não costumamos dar um valor real a esses momentos, às vezes nos distraímos com coisas bobas, às vezes nos distraímos com coisas que realmente nos invadem, que nos fazem pensar em coisas que não costumam vagar por nossas mentes, coisas boas... Às vezes, nos enche de arrependimentos, de dor... Dor por saber que não temos um texto, um livro, uma música, uma fotografia, uma oração composta ou simples, uma frase para nos acordar para a realidade, que nos faça viver os dias como últimos ou que, mesmo que não seja vivido como último, que seja ao menos valorizado como sendo único. Bom, agora eu desejo um Henry; não precisa ser para me apaixonar por ele todos os dias, como faz a Lucy... Só para dar um toque especial em cada dia meu, seja com uma fita VHS, seja com um vídeo no iPod, um recado inesperado na minha área de trabalho ou no meu quadro de avisos, uma flor inesperada perto da minha cama e um recadinho especial... Eu desejo alguém que possa me fazer ver que os dias são únicos e devem ser aproveitados para com sua unicidade, e não só os dias, as pessoas, as horas, os objetos, as viagens, as palavras, as imagens, os olhares, os sorrisos, os beijos, os abraços, a vida. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Acumulo estresse

Sabe quando você está com algo para resolver, daí resolve, mas depois aparece algum problema para precisar de uma solução e é sempre relacionado a mesma coisa? Meu dia foi assim... Resolvi. Apareceu outra complicação. Resolvi. Apareceu outra complicação. Resolvi. Agora, bom, estou sem solução... E agora minha cabeça está estourando. Bom, vamos resolver, mas só mais tarde.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Caleidoscópio

Estava sentada olhando para a água do lago, ouvia o vento na copa das árvores e aspirava aquele ar puro. Minhas narinas doíam com aquele cheiro forte. Meus dedos começaram a percorrer a água resultando numa reflexão difusa, como andava a minha mente... Ao lembrar de tudo o que passou, percebi que eu podia sorrir com meus lábios, olhos e corpo, que podia sorrir por inteiro, apenas por ter compartilhado momentos tão bons, aquela euforia que começava e se espalhava num piscar de olhos, ou melhor, se espalhava tão rápido quanto as lembranças chegavam à minha mente, e quanto as lembranças faziam meus lábios se curvarem. E, afinal, por que estava aqui? Sozinha? Sem partes de mim? Pelo meu comportamento? Acho que não... Pelos meus sentimentos? Não, provavelmente não. Pelas minhas palavras? Bom, talvez. Percebi que em alguns dias ele estava sendo capaz de segurar em suas mãos e partir facilmente a minha parte mais forte e frágil. Não se importava com a minha dor, só porque palavras que o farão crescer, algum dia, machucaram-no. Porém, uma coisa que ele não lembrou, portanto não fez questão de varrer por ali, é que aquelas partes se juntariam, fosse como fosse, lá estaria um coração batendo, apertado e frouxo... Ali estaria um coração batendo que esteve assim por ele, que esteve eufórico somente por ele. E, ao juntar cada partezinha, aprendia algo. Aprendia, inclusive, a perdoar por aquilo que doía, perdoar enquanto aprendia a lembrar do passado e colocar em algum lugar paralelo ao futuro, para que algum dia, nossos caminhos se cruzassem novamente.

Primeiro me entreguei, depois esqueci e, ao final, perdoei. Não sei se faria o mesmo agora... Não sei se faria nessa ordem. E você, como o faria?

Vista embaçada

Eu tenho feito um esforço imensurável para estar aqui. (O.k., vou buscar meus óculos.)
Pronto. A imagem já não está tão confusa nem parece tão difícil olhar para a tela quanto quando estou com uma crise alérgica. Agora, bom, vou tentar não escrever uma carta endereçada a um alguém específico que se torna de várias pessoas, ou seja, vou tentar substituir o 'você' por 'ele'.  (Tá, não estou a fim de fazer isso agora, vou continuar com o você.)
        (Acabei me distraindo, então o que eu tinha para escrever, e o sentimento que estava aqui para usar, sumiram. Espero mudar o que estava sentindo e o assunto, na próxima carta. Quem sabe continue a ser o garoto da vitrola aquele que nem espera minhas cartas ansiosamente, quem sabe seja outro alguém. Prefiro não olhar para o nunca agora, pois há um oceano de opções.)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Dicromático

Não gosto de toques superficiais. Prefiro sentir o que toco. A música caminha por meu corpo e move meus dedos. O som guia meu toque e se propaga ainda que haja um erro. Posso fechar meus olhos. Minha paixão por aquilo é tão grande que as horas já fizeram um mapa de possibilidades na mente. O caminho do sonho e da experiência serão turbulentos, mas o esforço e o tempo serão chaves para as portas que estão fechadas ou meio abertas.

Estou sem ideias.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Adiando

Tinha que estudar, mas,  por mais que eu goste de química e biologia, música é muito melhor.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

~

(ele falando) 


Sua risada soava tão bem. Era um motivo para alegrar qualquer dia cinzento. Contagiava. Sua mão macia tocou meu rosto. Seu toque era tão bom... Tentei aproveitar cada milésimo de segundo daquele momento. Toquei sua mão não achando aquele tempo suficiente. Coloquei a ponta de seus dedos em minha nuca e fechei meus olhos. Era como algodão acariciando minha pele, passando por entre meu cabelo - tentando guardar cada parte de mim com um toque -, tocando levemente meus cílios e delineando o formato de minhas sobrancelhas, das maçãs de meu rosto, dos meus lábios. Demorou tantas lágrimas, tantos risos, tanta saudade, tantos quilômetros, tantas lembranças... Talvez ela sonhasse com aquilo, talvez ela soubesse como é sentir aquilo por tanto tempo, lembrar do toque. Foi algo tão natural, tão leve, tão único, que estive esperando durante tempos.


domingo, 23 de outubro de 2011

~

Sabe, deu vontade de... Ah, sei lá. Eu não sabia o que fazer. Mas segurar a mão dele bastava, tipo, só pra ele saber que eu estaria lá para o que ele precisasse, sabe? Vou passar a ser mais carinhosa com ele... Deixar essa coisa de ficar com ele de lado. Haverá outros... (01:01) Luíza Jalil: E ele será insubstituível como é agora.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pitanga

Preparei-lhe um recado.
Fiz um mapa em minha cabeça.
Coloquei em um envelope não o meu mundo, mas uma das minhas fontes de comunicação e, junto a ela, um bilhete.

"Botão central. 1992. 7. Hoje, às 13h42"

              Lá estava sua caixa de saída.
              Fiz o que ela achou que eu nunca fazia.
                                     
                                   "Você nunca o deixou escapar como eu deixei. Não fui à despedida dele e eu quem passei noites e mais noites chorando, morrendo de saudade e sonhando em ver, abraçar e beijá-lo, escrevendo para ele. Ele foi o único que fez meu coração parar... O único. Ele foi o único que já teve meu coração mesmo... Os outros foram paliativos da solidão. O único que fez minha respiração parar... Que me prendeu, me teve. Ele até sabia, mas com a imaturidade da época, me fez muito mal. Não ligo se vai ser à moda antiga ou de um jeito moderno. Ligo para se vou, ao menos uma vez, tocar meus lábios nos dele... Se vou fazer bem a ele... Se vou prender a atenção dele... Se, ao menos uma vez, tudo o que sonhei acontecerá..."

              Isso sempre esteve lá... 


Estive todo o fim de semana sem meu celular... Mas tudo bem. Ele poderia aproveitar cada pedacinho de outra coisa que era minha e estava sob sua posse. Poderia passar os dedos por aquelas teclas em que toquei tantas vezes.
Manhã de segunda-feira. Eu estava tranquila. Sempre há aquele pensamento: Ah, hoje deveria ser feriado, ou, não deveria ter aula, mas...
Cheguei e me acomodei em minha cadeira. Era um dia normal.
Tocou.
Os alunos demoraram um pouco para entrarem na sala, sentarem e estarem prontos para a aula. Sua cadeira estava vazia. A primeira aula não começou importante e pelo ritmo que ia, terminaria sem importância. O porteiro me chamou.
O corredor tinha um cheiro incomum de flores


– Ei!
– Ah, oi.
– Toma – tinha meu celular de volta.

– Então, eu preciso assistir à aula...
– Ok. 

Enquanto eu voltava para a sala, ouvia-o me seguir. Toquei a maçaneta, e ele permaneceu parado, observando-me. Abri a porta. Senti um toque macio em minha mão, e ele me puxou para si... Deu-me o abraço que estive esperando todo o tempo. E acariciou meus cabelos, puxou meu rosto para junto do seu e, finalmente, estivemos tão perto quanto desejei. Como se fosse o primeiro. Ficamos abraçados por mais algum tempo... Como se fosse preencher a falta que ambos fizeram.

– Por que você guardou isso?
– Não guardei... Eu te falei, mas você não deu importância.
– Desculpe-me.
– Você foi o primeiro e único que amei.
– Aonde estão as cartas? 
– Guardadas em algum caderno que suportou meu desabafo.
– E as lágrimas?
– Estarão sempre em algum lugar dentro de mim.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

...

Via-se dor, tristeza e preocupação em seu olhar. 
Ela nada fazia a respeito... Nada além de esperar.
Olhava um ponto fixo, que nada faria em relação àquilo.
Aos poucos, passos leves atravessaram a sala.
Passos que pertenciam a quem, logo mais, tocaria seu ombro e diria:
– Está tudo bem. Tudo ficará bem.
Ela gostava daquilo... Seu conforto, sua segurança... Amava.
Amava-o.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Saudade' 16 de Maio de 2010


           É, eu tenho tentado ser forte e sei que você também. Sinceramente, alguns dias atrás você era a razão pela qual eu acordava sorrindo, na qual eu dormia pensando e sempre vivia em meu pensamento e nos meus sonhos. Eu não queria que você partisse da mesma forma que você não queria partir. E você nem me deu tempo para me despedir, seu sorriso, seu olhar, suas palavras, são do que mais eu sinto falta... Queria voltar no passado para aproveitar todas as coisas que "tivemos" juntos, queria voltar e ver novamente aquele sorriso que eu tanto amo. E eu pensei que não, não sentiria saudade, eu tentei ser o mais dura e ignorante o possível para não notar que eu sinto a sua falta, e é diferente agora, você se torna uma lembrança e eu quero ver mais uma vez seu sorriso, quero que ele passe somente de uma lembrança e um desejo e seja novamente verdade, quero seu abraço, quero te perguntar mais uma vez como vai, quero a sua confiança, eu quero a segurança que você transmitia, para que nunca mais eu ache que enquanto você estiver presente, mesmo que 'no coração', eu vá cair.